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Flávio, ‘vassalo’ de Trump e ‘golpista’ como Bolsonaro, diz que ‘eleição justa só se ele vencer’, alerta jornalista de O Globo

Inelegível até 2060 e condenado a 27 anos de prisão, Jair terá indulto em caso de vitória do filho que já entregou previamente, no Texas, minerais críticos e terras raras aos EUA, onde pediu interferência para vencer no Brasil; Bernardo Mello Franco expõe o “Zero Um” como “igual” ao pai, longe da moderação prometida

Senador Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro discursa na CPAC 2026, no Texas — Foto: Leandro Lozada / AFP

RESUMO
URBS MAGNA

Brasília (DF) 04 de abril de 2026

O jornalista Bernardo Mello Franco também embarca em uma mesma ofensiva contra Flávio Bolsonaro feita por um editorialista da Folha de S. Paulo, que identificou ares do golpismo bolsonarista do senador em fala feita nos EUA, na semana passada, pedindo interferência dos EUA no processo eleitoral brasileiro. Ambos aludem o senador como “igual” ao pai Jair, o mesmo que tentou dar um golpe de Estado para se perpetuar no poder, valendo para isso até eliminar o Presidente Lula e outras autoridades do Executivo e Judiciário.

Antes da condenação a 27 anos e três meses de prisão por Golpe de Estado, Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, Associação Criminosa Armada, Dano Qualificado e Deterioração de Patrimônio Tombado, Jair Bolsonaro se tornou inelegível no ano de 2023 e, posteriormente, sua condição de inelegibilidade foi estendida devido a novas condenações criminais no STF (Supremo Tribunal Federal).

Com a condenação em setembro de 2025, por tentativa de reverter os resultados do pelito de outubro de 2022, Bolsonaro passou a se enquadrar na Ficha Limpa, cuja Lei prevê que ele fica fora de cena por mais 8 anos após o cumprimento integral da pena, com as projeções indicando que o golpista somente poderá retornar às suas atividades políticas parcas de projetos até meados de 2060.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o declarou inelegível por oito anos (até 2030), por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, esse que o campo progressista chama de “pior presidente do Brasil“, após Bolsonaro promover uma reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual ele atacou, sem provas, a integridade do sistema eletrônico de votação. Em uma segunda decisão, a mesma Justiça confirmou a perda de direitos devido ao uso político das comemorações do Bicentenário da Independência, durante manifestações provocativas em 7 de setembro de 2022.

Agora, com a calmaria relativa vivida no Brasil desde o cárcere imposto a Jair, o jornalista Bernardo Mello Franco, de O Globo, escreve no jornalão que Fláviose diz ‘Bolsonaro 2.0‘, pede interferência de Trump e imita o golpismo” do pai, a quem prometeu a liberdade em caso de vitória sobre Lula, considerado em pesquisa do Datafolha de dezembro de 2022 o “melhor Presidente que o Brasil já teve“.

Na ocasião, o então presidente hoje apenado e famoso internacionalmente por golpismo contra o processo eleitoral brasileiro se encontrava em Orlando, para não ter que passar a faixa para o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, hoje no páreo para um quarto mandato, o que confere ao pernambucano de Garanhuns o status de “insuperável” em se considerando a antipolítica diária dos pretensos candidatos ao Planalto descarregada sobre as cabeças dos frágeis eleitores carentes de bom senso, os famosos “pobres de direita“.

Segundo Bernardo Mello Franco, durante discurso na CPAC – evento da extrema direita mundial ocorrido na semana passada, no Texas (EUA), o “senador sugeriu que eleição presidencial só será ‘livre e justa’ se ele vencer“. O jornalista explica que Flávio Bolsonaro quer convencer o governo americano a interferir na eleição brasileira a seu favor. O filho do capitão fez o pedido no Texas, terra dos caubóis“.

“Apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, disse Flávio Bolsonaro em frase transcrita por Mello Franco para mostrar como o senador conclamou a ideia de que “as instituições funcionam quando se dobram ao autoritarismo do pai“.

A Conferência de Ação Política Conservadora, segundo o jornalista, é uma “reunião anual de ultranacionalistas, supremacistas brancos e outros extremistas de direita“. Nela e “à vontade, Flávio Bolsonarose apresentou como o “Bolsonaro 2.0” e prometeu ser um “parceiro confiável” para Donald Trump. Depois sugeriu entregar riquezas do subsolo em troca do apoio do republicano“, escreve o jornalista, transcrevendo trecho da fala do senador alusivo ao tema, que, “sem corar“, disse: “O Brasil é a solução dos Estados Unidos para romper a dependência da China em relação a minerais críticos, especialmente terras-raras”.

Mello Franco classifica Flávio Bolsonaro como “vassalo” ao escrever que sua fala “não parou na oferta de recursos naturais“. O candidato que tinha como única promessa de seu eventual governo salvar o pai da cadeia também “descreveu o próprio país como uma peça a ser anexada ao tabuleiro de Trump“, diz o jornalista, acrescentando essa parte da fala: “O Brasil está se tornando o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado”. E emendando que, para o Zero Um, “o capitão estaria preso por “defender nossos valores conservadores” e repetiu chavões contra a “elite global” e a “agenda woke”.

Isso tudo rotula Flávio Bolsonaro como um legítimo “herdeiro do golpismo do pai“, escreve Mello Franco: “…o candidato insinuou que a eleição só será “livre e justa” se ele vencer”. E ainda “acrescentou que o capitão teria lutado contra a “tirania da Covid”. Para o jornalista, “a frase deveria servir de alerta a quem quer acreditar que Flávio é diferente de Jair. No governo do Bolsonaro 1.0, quase 700 mil brasileiros morreram enquanto o presidente atacava a vacina e sabotava as medidas de distanciamento“.

Em outros tempos, o pedido de interferência estrangeira poderia ser desprezado como mera bravata. Não é o caso no segundo governo Trump. Desde que voltou ao poder, o republicano tem usado a diplomacia do porrete para impor seus interesses à América Latina“, alerta Bernardo Mello Franco, acrescentando que o problemático presidente dos EUAjá ameaçou invadir o Panamá, sequestrou o presidente da Venezuela e se meteu na eleição de Honduras. Agora endurece o bloqueio a Cuba, deixando a ilha sem luz e combustível para tentar derrubar o regime castrista“.

Mello Franco conclui que “Flávio está empenhado. Só neste ano, já foi aos EUA três vezes, embora ainda não tenha conseguido a sonhada foto com Trump“. E só “deve voltar ao país em maio para encontros com lobistas e banqueiros“, enquanto “seu irmão Eduardo continua a conspirar em solo americano contra as instituições brasileiras“. O Zero Três, lembra o jornalista, disse na quarta-feira (1/abr) “que a Lei Magnitsky pode voltar a ser usada contra ministros do Supremo“, conforme “ameaçou o Bananinha” em frase transcrita no espaço do jornalista, no jornal: “O Brasil corre o risco de não ter uma eleição reconhecida pelos Estados Unidos”.

A matéria em O Globo foi ao ar poucas horas depois que o editorial da Folha, que, em opinião semelhante, mostra que Flávio Bolsonaro condicionou sua possível vitória nas eleições presidenciais de 2026 a “eleições livres e justas“, com “votos contados corretamente” e liberdade de expressão nas redes sociais. O texto mostra que o senador pediu que os Estados Unidos e o “mundo livre” monitorem o processo brasileiro e apliquem pressão diplomática sobre as instituições.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.


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2 comentários em “Flávio, ‘vassalo’ de Trump e ‘golpista’ como Bolsonaro, diz que ‘eleição justa só se ele vencer’, alerta jornalista de O Globo”

  1. O Brazil tem que lutar prá que o poder não caia nas mãos desses vassalos golpistas ou só vamos ter eleições novamente em 2150 , até os tataranetos desses vassalos vão governar esse país Brazil… MISERICÓRDIA… #AcordaBrazil !!!…

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