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Flávio Bolsonaro admite mentira sobre urnas a diplomatas e passa vergonha na Band: “Como pode ter voto?”, questionam perfis (vídeo)

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Flávio Bolsonaro na Band TV

📷 Flávio Bolsonaro entre os entrevistadores Fernando Mitre e Adriana Araújo, do programa Canal Livre, da Band TV |•| Imagem reprodução de vídeo |•| Arte URBS MAGNA

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
03 de agosto de 2026

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) admitiu, ao vivo, ter mentido sobre a origem das urnas eletrônicas brasileiras, depois de ser confrontado pela jornalista Adriana Araújo durante o programa Canal Livre, da Band, neste domingo (02/ago).

O episódio reacende dúvidas sobre a disposição do candidato de reconhecer fatos que contradizem seu próprio discurso de campanha.

O que aconteceu no programa

Questionado sobre as declarações feitas a diplomatas estrangeiros em 21 de julho, quando afirmou que as urnas brasileiras teriam “a mesma origem” da empresa venezuelana Smartmatic, Flávio Bolsonaro foi diretamente contestado por Adriana Araújo.

A jornalista afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nega qualquer fornecimento de urnas por parte da empresa venezuelana e lembrou que o atual presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, foi indicado ao cargo pelo próprio Jair Bolsonaro — argumento que esvaziava a tese de perseguição política.

Pressionado, o senador recuou. “Essa parte eu me equivoquei, não produziu”, reconheceu.

Ele confirmou que o fabricante real das urnas é a empresa brasileira Positivo, vencedora da licitação de 2020 — mas insistiu que a Smartmatic teria participado de etapas do processo, como o treinamento de suporte técnico.

O recuo não encerrou o discurso

Mesmo após admitir o erro, Flávio manteve a cobrança por “mais camadas de segurança e transparência” no sistema eleitoral, sem detalhar quais vulnerabilidades concretas justificariam a exigência.

Ele negou estar atacando o processo eleitoral, dizendo que sempre defendeu apenas aprimoramentos técnicos.

O candidato também afirmou que aceitará o resultado da eleição de outubro, mas condicionou a legitimidade do pleito à atuação de um TSE “imparcial” — insinuação de que a eleição de 2022, presidida pelo ministro Alexandre de Moraes, não teria sido legítima.

O próprio TSE, em nota atualizada em 8 de julho, já havia esclarecido que a Smartmatic “não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras”, e que todo o sistema de votação é concebido e administrado exclusivamente pela Justiça Eleitoral.

Um roteiro repetido

A sequência de fatos — declaração infundada a diplomatas, seguida de recuo parcial semanas depois — reproduz, quase à risca, o comportamento que custou ao pai, Jair Bolsonaro, a inelegibilidade até 2030.

Em junho de 2023, o TSE condenou o ex-presidente por abuso de poder e uso indevido da mídia justamente por convocar embaixadores, em julho de 2022, para levantar dúvidas infundadas sobre o sistema eletrônico de votação.

A analogia entre os dois episódios não é uma interpretação isolada: circula amplamente entre analistas políticos e nas redes sociais desde que Flávio repetiu a fala em 21 de julho.

A repercussão nas redes

A correção ao vivo viralizou. Entre as reações críticas, o usuário Artemis Zamis (@esquerdeando) publicou no X: “Como que esse ser abjeto pode ter voto, como??”


A mensagem resume o tom de indignação de parte da militância de oposição ao ver o candidato admitir, sem constrangimento aparente, ter distorcido um fato checável sobre o próprio sistema eleitoral que ele diz querer disputar.

É uma reação entre muitas: o próprio episódio já havia gerado debate mais amplo sobre o formato das sabatinas eleitorais.

O dado mais relevante do episódio não é a mentira em si — desmentida tecnicamente pelo próprio TSE dias antes —, mas o fato de Flávio ter mantido o pedido por “mais segurança” mesmo depois de reconhecer que a premissa da acusação era falsa.

Isso sugere que a discussão sobre as urnas funciona menos como preocupação técnica genuína e mais como recurso político recorrente, replicado independentemente de qualquer comprovação factual — exatamente o padrão que, no caso do pai, resultou em condenação.



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1 comentário em “Flávio Bolsonaro admite mentira sobre urnas a diplomatas e passa vergonha na Band: “Como pode ter voto?”, questionam perfis (vídeo)”

  1. Eu me RECUSO a comentar, pois não é possível uma ” moderação ” neste caso! Eu OASSARIA COMO UM TRATOR sobre essa criatura!

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