O deputado federal Lindbergh Farias / Imagem reprodução / perfil no X / @lindberghfarias | O senador Flávio Bolsonaro na conferência CPAC USA 2026, no Texas | 28.3.2026 | Foto: Callaghan O’Hare/Reuters
Brasília (DF) · 08 de abril de 2026
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou, nesta terça-feira (7/abr), representação na Procuradoria-Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A iniciativa decorre de declarações do parlamentar do PL em que ele admitiu ter enviado a autoridades americanas um relatório de inteligência classificado como reservado.
Lindbergh Farias justificou o acionamento da PGR ao afirmar que o senador recebeu o documento das forças de segurança do Rio de Janeiro e o repassou oficialmente à Embaixada dos Estados Unidos, à Casa Branca e ao secretário de Estado Marco Rubio.
O deputado classificou a conduta como entrega de informações sensíveis ao exterior: “É uma vergonha esse Flávio Bolsonaro tá apoiando o Trump num momento como esse. Esse Flávio Bolsonaro, além de ser o filho mais corrupto do Bolsonaro, tá envolvido com milícia, com tudo que não presta no Brasil. Olha, ele age como traidor da pátria, como espião dos Estados Unidos“, afirma Lindbergh Farias, em postagem feita em sua conta na plataforma de microblog X.
“Eu acabei de entrar com uma nova representação na Procuradoria-Geral da República contra Flávio Bolsonaro. Veja o vídeo aí. Ele diz abertamente que pegou documentos sigilosos da inteligência, da segurança do estado do Rio de Janeiro e mandou para a Embaixada Norte-Americana, para Marco Rubio e para a Casa Branca. Veja o vídeo“, diz o deputado do PT:
Nas imagens, Flávio Bolsonaro diz: “Sobre o relatório de inteligência das forças de segurança do Rio de Janeiro que foi para Washington, quem fez isso fui eu. Eles trouxeram para mim esse relatório de inteligência, que é classificado como reservado, por isso não pude dar publicidade a isso. Eu mesmo enviei oficialmente para a Embaixada dos Estados Unidos e para a Casa Branca, que chegou às mãos do Marco Rubio”.
Lindbergh Farias classificou a ação como “uma política de submissão total ao Trump. Eles se oferecem para entregar o Brasil como uma colônia aos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro já tinha falado de entregar as nossas terras raras aos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro nem precisa falar, pessoal, o que ele fez lá fora: sanções, tarifas contra o Brasil. É a família que trabalha desse jeito“.
“É uma vergonha esse Flávio Bolsonaro tá apoiando o Trump num momento como esse. Olha a declaração do Trump: “Uma civilização inteira morrerá esta noite”. Esse tipo de ameaça… Chamou o povo iraniano de “animais”. E eu digo: nenhuma preocupação com o povo brasileiro, com a vida das pessoas, com o aumento do preço dos combustíveis. Só tem vira-latismo e submissão aos interesses dos Estados Unidos“, pontuou Lindbergh Farias.
Role a mensagem para assistir:
A representação enviada pelo deputado Lindbergh Farias reforça a necessidade de apuração sobre o repasse de dados que envolvem segurança pública brasileira a um governo estrangeiro.
Fontes como o Diário do Centro do Mundo detalham que o documento tratava de inteligência sobre facções criminosas e atividades no Brasil e nos Estados Unidos.
O episódio ocorre em contexto de intensos debates sobre relações internacionais e o papel das instituições na proteção de informações estratégicas.
O senador Flávio Bolsonaro, que preside comissões relacionadas a segurança no Congresso Nacional, justificou o envio como forma de alertar autoridades americanas sobre ameaças transnacionais.

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