Proibição específica ao uso de plataformas sociais visava impedir qualquer comunicação que pudesse interferir em processos judiciais em andamento; ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão por participação ativa da elaboração da “minuta do golpe”

Brasília (DF) · 02 de janeiro de 2026
O ex-assessor de assuntos internacionais do governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (2/jan), em sua residência em Ponta Grossa, no Paraná, cumprindo ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A detenção ocorreu por volta das 8h, sem resistência, e o ex-assessor foi encaminhado a um presídio local para cumprimento de prisão preventiva, segundo o g1.
Conforme noticiou o jornal goiano Diário de Goiás, Filipe Martins foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, localizada na cidade.
Essa unidade é destinada à custódia de presos provisórios e integra o sistema penal estadual.
O motivo principal da prisão foi o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF, que proibiam o uso de redes sociais.
De acordo com o despacho de Moraes, Martins acessou o LinkedIn indevidamente, demonstrando total desrespeito pelas restrições judiciais.
Essa violação foi destacada como um desprezo pelas obrigações impostas, justificando a conversão da prisão domiciliar em preventiva, conforme detalhado no documento do ministro.
Martins já havia sido condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado, relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023, mas cumpria pena em regime domiciliar até o momento da nova infração.
A proibição específica ao uso de plataformas como o LinkedIn visava impedir qualquer comunicação que pudesse interferir em processos judiciais em andamento
A operação foi rápida e discreta, sem detalhes adicionais sobre buscas ou apreensões no local.
A decisão de Moraes reforça o rigor do STF em monitorar o cumprimento de penas alternativas, especialmente em casos de alta relevância política.
Não há pronunciamento oficial da defesa de Martins, mas recursos contra a prisão preventiva podem ser apresentados nos próximos dias.
Condenação na Primeira Turma do STF
Filipe Martins foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em 16 de dezembro, a 21 anos e 6 meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.Especificamente, ele foi considerado culpado pelos seguintes crimes:
♦ Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
♦ Tentativa de golpe de Estado;
♦ Dano qualificado ao patrimônio da União;
♦ Deterioração de bem tombado;
♦ Organização criminosa armada.
De acordo com a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, Martins participou ativamente da elaboração e apresentação da chamada “minuta do golpe” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, um documento que previa medidas excepcionais inconstitucionais para mantê-lo no poder, incluindo a possibilidade de prisão de autoridades como o próprio Moraes.
Ele também teria ajustado o texto a pedido de Bolsonaro e participado de reuniões com comandantes militares para angariar apoio à ruptura institucional.
A condenação integrou o julgamento do chamado “núcleo 2” da trama golpista, que operacionalizava o plano.
Provas citadas incluíram delações (como a de Mauro Cid), depoimentos de comandantes das Forças Armadas e registros de entrada no Palácio da Alvorada.
A pena inicial é em regime fechado, além de multa e pagamento solidário de indenização por danos morais coletivos.
A decisão foi unânime na Turma, mas ainda cabem recursos.

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Esses Bolsonaristas são casca grossa, sentença judicial é para ser comprida, se acham soberanos, ( acho ignorantes, autoritários), com MORAES a rédea é curta, eles sabem disso
Este era o que reivindicava a supremacia branca.
Muito pouco inteligente essa “supremacia”.
Muito bem. Só assim não se repetirá o que ocorreu em 1964z
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