Política social do estadista levou menino humilde à abertura de porta considerada “inatingível” em trajetória épica que transformou seu destino lançando-o a uma disputada carreira global – CONHEÇA ESSA HISTÓRIA
O presidente Lula destacou a história de Douglas Rocha Almeida, 31 anos, filho de diarista e pedreiro, aprovado no concurso do Itamaraty após bolsa do ProUni. Criado em Luziânia (DF), ele trabalhou como garçom desde os 15 anos, formou-se em Relações Internacionais na UCB e Letras na UnB. Nomeado em dez/2025, toma posse em 20/jan com salário de R$ 22,5 mil, visando aposentar a mãe com problemas de saúde. Trajetória inspira mobilidade social via educação inclusiva.
Brasília (DF) · 15 de janeiro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou em suas redes sociais a ascensão de Douglas Rocha Almeida, um jovem de 31 anos oriundo de origens modestas, ao cargo de terceiro-secretário no Ministério das Relações Exteriores.
Nascido em Brasília e criado em Luziânia, no entorno do Distrito Federal, Douglas é filho de uma diarista, conhecida como Dona Cida, e de um pedreiro. Sua jornada, marcada por persistência e apoio governamental, culminou na aprovação no rigoroso Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), onde competiu com 8.861 candidatos por apenas 50 vagas.
A nomeação de Douglas foi oficializada em 22 de dezembro de 2025, por meio de portaria assinada pelo ministro Mauro Vieira, publicada no Diário Oficial da União. Sua posse está agendada para 20 de janeiro, integrando-o ao quadro permanente do Itamaraty.
Antes dessa vitória, na quarta tentativa no concurso, Douglas conciliou estudos com empregos precários. Dos 15 aos 27 anos, atuou como garçom em restaurantes, casas de festas infantis e eventos, inclusive pintando rostos de crianças e monitorando brinquedos.
Essa rotina era necessária para sustentar a família, cuja renda mensal girava em torno de R$ 2.500, dependendo dos serviços de sua mãe.
O ponto de virada veio em 2014, quando obteve bolsa integral de 100% pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) para cursar Relações Internacionais na Universidade Católica de Brasília (UCB). Paralelamente, frequentou o curso de Letras-Espanhol na Universidade de Brasília (UnB).
“Ser diplomata era um sonho para libertar minha mãe”, confidenciou Douglas, em narrativa que enfatiza sua motivação pessoal. Com problemas de saúde como nervo ciático inflamado, gordura no fígado em grau três e doença de Chagas, Dona Cida dedicou 40 anos à profissão exaustiva de diarista.
Agora, com salário inicial de R$ 22.558,56, Douglas planeja proporcionar-lhe uma aposentadoria digna, marcando uma “mudança drástica financeira“, conforme expressou.
O encontro com Lula ocorreu nesta quarta-feira (14/jan), no Palácio do Planalto, onde o presidente o parabenizou pessoalmente.
Em postagem no X (antigo Twitter), Lula compartilhou:
“Conheci o Douglas, filho de diarista e de pedreiro, que estudou por meio do ProUni e agora é o mais novo diplomata do Brasil. Histórias como a do Douglas são reais. Ele seguiu o exemplo de perseverança da mãe e, com oportunidades e apoio, conquistou o sonho de se formar no ensino superior e passar em um concurso público. Te vejo no Itamaraty, Douglas! Boa sorte!”
O vídeo, capturado pelo fotógrafo Ricardo Stuckert, viralizou, acumulando milhares de interações e comentários inspiradores, como o de um usuário que destacou:
“O povo só precisa de uma oportunidade”.

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