📷 Giuliano Manfredini, Lula, José Dirceu e Renato Russo |•| Arte URBS MAGNA
| Brasília (DF)
18 de agosto de 2026
Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, autorizou o uso da música “Fábrica”, da Legião Urbana, na campanha de José Dirceu (PT-SP) a deputado federal.
O gesto, anunciado no domingo (16/ago), liga a canção de resistência dos anos 1980 às bandeiras trabalhistas e democráticas defendidas pelo ex-ministro, que disputa a Câmara pelo número 1368.
O candidato lançou o vídeo de campanha com trechos da faixa como trilha.
Em postagem no X, José Dirceu afirmou: “Tivemos a honra de termos a música ‘Fábrica’, do saudoso Renato Russo, como nosso jingle de campanha. Agradeço ao grande amigo Giuliano Manfredini, filho do saudoso Renato Russo, por gentilmente cedê-la à nossa campanha.”
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A publicação aparece em colaboração com o perfil oficial do cantor.
Em depoimento em vídeo compartilhado pela campanha, Giuliano Manfredini explicou a decisão. “Meu pai escreveu ‘Fábrica’ pensando no Brasil que conhecia, um país de gente que trabalha duro e recebe pouco em troca, em dignidade, em direitos, em futuro. Essa música fala sobre o peso do trabalho alienado, mas também sobre a possibilidade de virar esse jogo. É uma canção sobre resistir e sobre não aceitar que as coisas tenham que continuar como estão. Por isso, decidi liberar ‘Fábrica’ para a campanha do Zé Dirceu.”
O herdeiro ressaltou a trajetória de José Dirceu: “O Zé é uma dessas pessoas que passou a vida inteira lutando pela democracia neste país. Antes, durante e depois da ditadura. E hoje, aos 80 anos, mesmo enfrentando um tratamento de saúde, ele volta a disputar uma eleição, porque ainda acredita que dá para mudar as coisas, acabar com escala 6×1, fazer uma reforma tributária que cobre mais de quem tem mais, reindustrializar o país e devolver renda e dignidade para quem trabalha. Isso tem tudo a ver com o que meu pai cantava.”
Segundo Manfredini, “Renato Russo nunca ficou em cima do muro” e cantava sobre injustiça e a urgência de uma sociedade mais justa.
A autorização reforça o diálogo entre a obra de Renato Russo e as demandas contemporâneas por direitos dos trabalhadores.
O episódio recupera o espírito de resistência presente na letra – “Quero trabalhar em paz. Não é muito que lhe peço. Eu quero trabalho honesto em vez da escravidão” – em um momento em que debates sobre jornada de trabalho e redistribuição de renda ganham força nas eleições de 2026.
O baterista Marcelo Bonfá, da Legião Urbana, discordou do uso político-partidário. Em declaração ao UOL, afirmou: “Independentemente de partido, ideologia ou corrente política. Tenho certeza de que o Renato também jamais aprovaria isso, pois nunca levantamos bandeiras partidárias de qualquer espécie. A música da Legião Urbana está acima de partidos e de interesses políticos. Ela pertence ao povo e à nação brasileira.”
A disputa judicial pelo controle do acervo da banda entre Giuliano Manfredini e os ex-integrantes segue no Superior Tribunal de Justiça.
Manfredini, em 2025, notificou o Partido Novo pelo uso de outra faixa da banda.
A autorização ocorre enquanto José Dirceu realiza tratamento de saúde e limita a campanha presencial. O episódio conecta a memória da redemocratização à disputa eleitoral atual, em que a defesa de direitos trabalhistas e da democracia permanece central.
Aos 80 anos, Dirceu enfrenta tratamento de saúde e limita as atividades presenciais.
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Parabens ao filho do Renato Russo por apoiar a campanha de Ze Dirceu o maior democrata que já conheci.