📷 Fidel Antonio Castro Smirnov – neto do revolucionário e ex-Presidente de Cuba, Fidel Castro, durante discurso no 18º Encontro de Estado de Solidariedade com Cuba, realizado em Astúrias, Espanha / Imagem reprodução / CubainformaciónTV
| Gijón (ES)
14 de julho de 2026
O neto de Fidel Castro, o físico nuclear Fidel Castro Smirnov, foi o principal orador do 18º Encontro de Estado de Solidariedade com Cuba, realizado em Gijón, na Espanha.
Em um discurso que mesclou ciência, memória familiar e militância política, ele emocionou a plateia e reafirmou a resistência cubana diante do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.
Castro Smirnov iniciou sua fala agradecendo aos antecessores — Beatriz, Couso e Juan — e saudou os “irmãos cubanos” Fernando e Elián.
Ele destacou os laços familiares que o unem a Elián González, também neto de Fidel, e a Juan Miguel, pai de Elián, que ele considera seu irmão .
“Elián também é neto de Fidel, mas Elián além disso é meu sobrinho, porque seu pai, Juan Miguel, é meu irmão”, afirmou, em uma passagem que arrancou aplausos.
A Física da Dignidade
O cientista, que também é membro titular da Academia de Ciências de Cuba , recorreu à sua formação em física nuclear para construir uma metáfora sobre a resistência cubana .
“Na física nuclear, quando um material está sob pressão extrema, há duas possibilidades: ou se fractura ou se densifica” , disse.
“Os que desenharam o bloqueio contra Cuba calcularam a primeira; levam mais de 67 anos esperando que nos fracturemos. No entanto, como troncos persistentes de raízes profundas, os cubanos seguimos de pé e seguiremos.”
Ele chamou essa resiliência de “a física da dignidade”, uma força que, segundo ele, tem nomes próprios na história cubana: Martí, Mella, Máximo Gómez, Frank País e os cinco heróis.
Citou Girón, onde um povo recém-armado derrotou uma invasão em menos de 72 horas, e a Crise dos Mísseis, quando Cuba se manteve firme “ao borde do abismo nuclear sem pedir permissão para existir”.
Ciência que Cria Vida
Para Castro Smirnov, a ciência cubana é a maior prova de que o bloqueio não produziu o efeito desejado.
Ele enumerou os feitos do sistema de saúde e pesquisa da ilha: o desenvolvimento de cinco vacinas próprias contra a Covid-19, o anticorpo monoclonal Nimotuzumab contra o câncer, a vacina terapêutica CIMAvax-EGF para tumores de pulmão, as gotas nasais NeuroEPO para Parkinson e Alzheimer, o Heberprot-P para pé diabético e a recente HeberSavax para tumores sólidos.
“Enquanto nos ameaçam, nos bloqueiam e nos condenam, enquanto afixian como nunca antes aos cubanos, nossos cientistas criam vida”, declarou, citando a máxima de José Martí de que a ciência deve servir para “pôr paz entre os homens”.
Segundo ele, esses avanços só foram possíveis porque em Cuba “a saúde nunca foi um negócio” , e quando a saúde não é um negócio, “a ciência tem outra motivação, e quando a ciência tem outra motivação produz outro tipo de ciência”.
O Legado de Fidel e a Cuba que Vem
O neto do líder histórico lembrou que Fidel Castro disse, em 1960, que “o futuro de nossa pátria tem que ser necessariamente um futuro de homens e mulheres de ciência”.
Para Castro Smirnov, isso “não era retórica, era arquitetura; estava construindo uma civilização onde o conhecimento serve à vida e não ao mercado”.
Ele resgatou um discurso de Fidel em 1993, no auge do Período Especial, quando o Comandante em Chefe determinou que Cuba deveria desenvolver sua própria ressonância magnética nuclear em três anos.
“A ciência e as produções da ciência devem ocupar algum dia o primeiro lugar na economia nacional, mas partindo dos escassos recursos, sobre tudo dos recursos energéticos que temos em nosso país, temos que desenvolver as produções da inteligência, e esse é nosso lugar no mundo, não haverrá outro”, citou.
O físico nuclear também dedicou um trecho de seu discurso a seu pai, Fidel Castro Díaz-Balart, que fundou o programa nuclear de Cuba para fins pacíficos e liderou os esforços nacionais em nanotecnologia.
“Meu pai é e será sempre Fidel, meu avô é e será sempre o eterno e invicto Fidel. É difícil levar um nome que não é o de um, às vezes se sente como um peso gravitacional, mas olhando ao redor desta sala me dou conto de que não o levo só: Fidel não é só um homem, é uma conduta; Fidel não é um homem, é um estándar de dignidade”.
Solidariedade Ativa
Ao final, Castro Smirnov pediu que a solidariedade com Cuba seja ativa e não apenas retórica.
“Os precisamos a vocês para romper o bloqueio midiático que justifica esta agredição, precisamos barcos com petróleo, suministros que desafiem os bloqueios navais e as ameaças arancelárias”, afirmou.
“Solidariedade hoje significa denunciar que apagar e deixar morrer de fome a um povo é um crime de lesa humanidade, não política exterior”, concluiu, ecoando a tradição internacionalista da Revolução Cubana e reafirmando que Cuba nunca confundirá “a paz com a rendição”.
O discurso de Fidel Castro Smirnov em Gijón foi amplamente repercutido nas redes sociais e em veículos de imprensa aliados a Cuba.
O cientista também tem se apresentado em universidades e fóruns internacionais, onde defende a construção de um mundo multipolar baseado na justiça social e no desenvolvimento humano.
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Amei. Paz não significa rendição ou submissão. Parabéns! Fidel vive e viverá enquanto houver luta por um mundo melhor.
Maravilhoso!!!! A Ciência a serviço da vida e não para destruir territórios (povos tradicionais) e maritórios (pescadores tradicionais)! O capitalismo estimula uma ciência que elimina vidas e torna o Planeta inabitável.
Viva Cuba livre!!! Viva a “Ciência da Dignidade!!!