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    FENAJ denuncia “crescente derrubada” de perfis de jornalismo independente pela Meta antes das eleições

    — calculando —
    FENAJ repudia derrubada de perfis de jornalistas independentes pela Meta

    📷 A FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) repudia a derrubada arbitrária de perfis de jornalistas independentes e sites sindicais pela Meta. A entidade alerta para a censura privada, o silenciamento no Norte e Nordeste, e o risco de denúncias falsas nas eleições / IMAGEM REPRODUÇÃO / FENAJ

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Brasília (DF)
    22 de junho de 2026

    A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestou, nesta segunda-feira (22/jun), profundo repúdio à crescente remoção de perfis de redes sociais vinculados à Meta e de sites de jornalismo independente e alternativo no Brasil.

    A entidade alerta para o risco de silenciamento da informação plural em momento decisivo para o eleitorado.

    A nota oficial da FENAJ (leia a íntegra abaixo), divulgada em conjunto com sindicatos filiados, destaca a “crescente derrubada de perfis de redes sociais vinculados a contas da Meta e de sites de jornalismo independente e alternativo no Brasil”.

    O posicionamento surge poucos dias após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que ajustou as regras de responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos de terceiros.

    A medida da Meta ocorre em contexto de maior rigor nas políticas de moderação, após o STF fixar, em quarta-feira (17/jun), prazo de 60 dias para que as big techs implementem obrigações estruturais.

    A Corte reforçou a responsabilidade solidária das plataformas em casos de conteúdo ilícito, o que pode levar a ações mais agressivas de remoção para evitar responsabilização.

    O alerta da FENAJ reforça a importância de transparência nas decisões de moderação das plataformas. Sem critérios claros e mecanismos de contestação efetivos, o risco de remoção indiscriminada de conteúdos de jornalismo independente aumenta, especialmente em ano eleitoral.

    A entidade manifesta preocupação com o impacto sobre a democracia, uma vez que o acesso a informações diversas e verificadas é essencial para que a população exerça o direito de voto de forma consciente.

    A FENAJ cobra das plataformas digitais maior responsabilidade e diálogo com a categoria jornalística.

    Leia a íntegra:

    A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em conjunto com seus sindicatos filiados, vem a público manifestar seu mais profundo repúdio e preocupação diante da crescente derrubada de perfis de redes sociais vinculados a contas da Meta e de sites de jornalismo independente e alternativo no Brasil. Tais medidas, frequentemente adotadas de forma arbitrária e sem transparência, configuram uma grave forma de censura privada das plataformas, comprometendo o direito à informação, a liberdade de imprensa e a pluralidade do debate público.

    A situação é particularmente alarmante nas regiões Norte e Nordeste, onde veículos independentes desempenham papel essencial em territórios considerados desertos de notícias, sendo, muitas vezes, as poucas vozes a registrar conflitos socioambientais, violações de direitos humanos e pautas invisibilizadas pelos grandes meios de comunicação.

    Na Amazônia, casos recentes como os do jornalista Adriano Wilkson, do portal Tapajós de Fato, de Santarém, e da jornalista Mary Tupiassu, do Amazônia no Ar, revelam um preocupante padrão de vulnerabilidade. As contas dos profissionais e do portal foram suspensas sem aviso prévio ou a partir de denúncias questionáveis envolvendo direitos autorais. Como relatado pelos próprios jornalistas, as plataformas — especialmente a Meta — parecem operar sob uma lógica perversa: primeiro derrubam, primeiro punem e só depois investigam. O resultado é o apagamento temporário de pautas essenciais para a compreensão da realidade amazônica.

    No Nordeste, a Rede Cajueira, que há cinco anos fortalece o jornalismo nordestino e a produção de conteúdo regional, teve sua conta no Instagram desativada sem justificativa adequada, interrompendo um canal construído junto a milhares de leitores e leitoras.

    A FENAJ alerta que esse fenômeno pode se intensificar com a proximidade do período eleitoral. Grupos organizados têm explorado as fragilidades dos algoritmos das big techs para derrubar perfis críticos através de campanhas massivas de denúncias falsas. A combinação entre mecanismos automatizados de moderação, fragilidades algorítmicas e campanhas coordenadas de denúncias falsas cria um ambiente favorável à censura privada das plataformas, permitindo o silenciamento de vozes críticas e independentes.

    Somando-se a esse cenário preocupante, a FENAJ repudia a derrubada do site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP). O ataque a uma entidade com quase 90 anos de história e reconhecida trajetória de defesa da democracia, dos direitos trabalhistas e da liberdade de imprensa representa também um ataque à organização sindical e ao direito coletivo de comunicação.

    Não aceitaremos que instrumentos fundamentais de informação, mobilização e denúncia sejam retirados do ar, dificultando o diálogo entre as entidades representativas e a categoria dos jornalistas.

    Os canais de jornalismo independente, popular, sindical e alternativo são conquistas democráticas fundamentais para o fortalecimento do pluralismo informativo e para ampliar a voz de grupos historicamente invisibilizados pelos grandes conglomerados de comunicação.

    A FENAJ exige transparência imediata das plataformas digitais em seus processos de moderação e cobra das autoridades públicas medidas efetivas para garantir a proteção da liberdade de imprensa e o direito à comunicação.

    Brasília, 22 de junho de 2026.

    Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
    Sindicatos de Jornalistas do Brasil

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    FAQ Rápido

    O que a FENAJ condenou exatamente?
    A “crescente derrubada” de perfis vinculados à Meta e de sites de jornalismo independente e alternativo no Brasil.

    Qual o contexto recente?
    Decisão do STF de quarta-feira (17/jun) que ampliou a responsabilidade das plataformas por conteúdos de terceiros e deu 60 dias para implementação de novas regras.

    Por que isso importa agora?
    O episódio ocorre às vésperas do período eleitoral, quando a pluralidade de informações é fundamental para o debate democrático e a formação da opinião pública.

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