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‘Absurdo que não se possa chamar um político de excrementíssimo’, diz Neto, condenado a indenizar Lira

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    Em nova derrota judicial contra ex-presidente da Câmara, o empresário e youtuber deve pagar R$ 20 mil ao parlamentar, mas promete recorrer ao STF – SAIBA MAIS

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    Brasília, 04 de junho de 2025

    Nesta quarta-feira (4/jun), o influenciador e empresário Felipe Neto anunciou em seu perfil no X que a segunda instância da Justiça Cível manteve sua condenação em um processo movido pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

    A sentença determina o pagamento de 20 mil reais por danos morais devido ao uso do termo “excrementíssimo”, em referência a Lira, durante um evento na Câmara em abril de 2024.

    Neto alega que a expressão foi um trocadilho com “excelentíssimo”, sem intenção de ofender, e promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    O caso teve início quando Felipe Neto, em um debate sobre regulação de plataformas digitais, criticou a atuação de Lira no arquivamento do Projeto de Lei 2630/2020 (PL das Fake News), chamando-o de “excrementíssimo”.

    A Justiça Cível de Brasília, sob o juiz Cleber de Andrade Pinto, considerou a fala injuriosa, configurando abuso da liberdade de expressão.

    Lira pedia inicialmente 200 mil reais, mas o valor foi reduzido, por ser considerado “exagerado” pelo magistrado.

    Neto argumenta que a decisão cria um precedente perigoso para a liberdade de expressão no Brasil.

    Ele questiona: “Se chamar um político de ‘excrementíssimo’ custa 20 mil reais, como a sociedade poderá cobrar políticos com críticas mais duras?”

    A Justiça Criminal, por outro lado, arquivou uma ação anterior de Lira contra Neto, considerando a fala um desabafo sem intenção criminosa, conforme parecer do Ministério Público Federal (MPF).

    A condenação reacende o debate sobre os limites da crítica a figuras públicas.

    Para Neto, a decisão da Justiça Cível visa proteger a imagem de Lira, mas pode inibir cidadãos de questionarem autoridades.

    Ele afirmou no X: “Irei até o fim”, sinalizando que levará o caso ao STF para contestar a sentença e evitar que políticos usem ações judiciais para silenciar críticas.

    O processo também levanta questões sobre o papel de influenciadores digitais.

    Com mais de 46 milhões de inscritos no YouTube, Neto tem grande alcance, o que, segundo a Procuradoria Parlamentar da Câmara, amplifica o impacto de suas declarações.

    A defesa de Lira alegou que a fala ridicularizou a instituição Câmara dos Deputados, além de ofender o parlamentar.

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