Felicidade injustificável

24/05/2011 0 Por Redação Urbs Magna

Et Urbs MagnaSe imaginarmos um mundo tal como aprendemos ter existido em nossos estudos de História em tão somente um intervalo de cem anos projetando-nos a um período anterior ao espaço cronológico correspondente, saberemos que tantas coisas das quais nos são imprescindíveis hoje não faziam a menor diferença antes.

A comunicabilidade entre os povos de todo o planeta deu um salto grandioso na atualidade, diferentemente da época em que uma mensagem levava um mês inteiro para atravessar o globo. Em contrapartida a sociabilização, entre os mais próximos, perdeu vigor sendo notório que em grandes centros urbanos vizinhos de décadas sequer têm conhecimento de si mesmos.

Os mais velhos, por sua vez, questionam-se, ainda com toda a transformação das sociedades, qual o segredo da vida, uma vez que a eterna insatisfação é peculiar ao ser.  Hoje, em um mundo com mais de sete bilhões de habitantes, é um tanto incompreensível imaginar que ainda existe algum povo vivendo como nos primórdios da civilização do mundo, quando a sobrevivência era imprevisível; quando a preservação da espécie humana dependia do êxito do confronto dos homens com suas caças.

Estes, porém, se vêem numa realidade diferente, mas são os mesmos. Parece que foram transportados nesta cronologia estranha, do passado para o futuro, para o agora. E ainda são os mesmos miseráveis em busca do alimento – da caça que hoje é proibitiva pela lei de preservação das espécies –, os que realmente sofrem um sofrimento justificável.

Sofrimento, este, que algumas entidades e uniões do planeta acordaram transformar resgatando esta civilização primária desta condição numa tentativa de elevá-los aproximando-os dos mais favorecidos socialmente.

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