
CIRO NOGUEIRA e VALDEMAR COSTA NETO – Imagem reprodução Instagram/@cironogueira
Parlamentares do Centrão temem perda de poder local, enquanto superbloco enfrenta tensões internas e pode fortalecer oposição bolsonarista – SAIBA MAIS
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Brasília, 05 de maio de 2025
A formalização da federação União Progressista, entre União Brasil e Progressistas (PP), anunciada na última terça-feira (29/abr), criou o maior bloco parlamentar do Congresso, com 109 deputados e 14 senadores, além de quase R$ 1 bilhão em fundo eleitoral para 2026.
Contudo, a aliança, que visa consolidar o Centrão como força decisiva nas próximas eleições, enfrenta uma crise interna significativa.
Parlamentares de ambos os partidos, incomodados com a centralização das decisões e a divisão de poder nos estados, articulam uma possível debandada, com o PL de Jair Bolsonaro como principal destino, segundo o Brasil 247.
A insatisfação decorre do receio de perda de autonomia local, especialmente em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde a cúpula nacional da federação controlará diretamente as articulações.
As tensões regionais agravam o cenário. No Ceará, por exemplo, o PP mantém apoio ao governador petista Elmano de Freitas, enquanto o União Brasil, liderado por Capitão Wagner, faz oposição, gerando conflitos internos, conforme destaca o Diário do Nordeste.
Na Paraíba, a disputa pelo comando local opõe o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), que busca lançar o sobrinho Lucas Ribeiro ao governo, ao senador Efraim Filho (União Brasil), que também almeja a candidatura, segundo a Carta Capital.
A federação tenta contornar esses atritos adiando decisões regionais, mas a estratégia pode não evitar a migração de dissidentes, que veem no PL uma alternativa para manter influência, especialmente com a janela partidária de 2026.
A União Progressista também enfrenta desafios na definição de sua posição política.
Apesar de ocupar quatro ministérios no governo Lula, o discurso de lançamento da federação, com críticas veladas ao Planalto, sinaliza um afastamento, conforme nota a Folha de S. Paulo.
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidato à Presidência, ganhou prazo até março de 2026 para atingir 10% nas pesquisas, mas enfrenta resistência interna e a possibilidade de o PP apoiar nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo a Veja.
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A instabilidade da federação pode redesenhar o cenário político, com o PL se beneficiando de uma oposição fortalecida, enquanto o Centrão luta para manter a coesão.












