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“Faz todo sentido”, diz Noblat sobre Bolsonaro na Rússia e Hungria após visita à Dubai, sede do Telegram

    O jornalista comenta vinda do príncipe herdeiro ao Brasil, após o presidente “se interar das novidades no campo da guerra eletrônica” sob pretexto de visita a Putin e Orbán

    Bolsonaro viajou à Rússia e à Hungria para se inteirar das novidades no campo da guerra eletrônica. Sua plataforma favorita é o Telegram, um serviço de mensagens instantâneas, criado pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov em 2013″, escreve o jornalista Ricardo Noblat, no portal de notícias Metrópoles, que revela: “atualmente, o Telegram está sediado em Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, visitada por Bolsonaro no ano passado”.

    O jornalista comenta o convite feito por Bolsonaro ao vice-primeiro ministro e atual ministro da defesa e príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman bin Abdulaziz Al Saud, que também é apontado pela CIA, o serviço de inteligência americano, como o mandante da morte e esquartejamento de um profissional da imprensa, Jamal Khashoggi, em 2018, que era crítico de seu regime.

    Noblat embasa sua matéria nas tentativas, de Bolsonaro, de desqualificar a credibilidade das urnas eletrônicas no processo eleitoral, ao mencionar que “carecia de sentido dizer que só não venceu a eleição de 2018 direto no primeiro turno porque houve fraude; roubaram-lhe votos para que fosse obrigado a disputar o segundo turno com Fernando Haddad (PT)“.

    Segundo o jornalista brasileiro, Bolsonaro “preparava o terreno para a campanha contra o voto eletrônico. Se LULA ou qualquer outro candidato o derrotar em outubro próximo, dirá que houve fraude, não reconhecerá o resultado e porá suas tropas nas ruas”. Noblat acrescenta que uma “parte” dos militares “ficará ao lado de Bolsonaro, além de policiais e de colecionadores de armas“.

    Noblat revela que “entre novembro de 2020 e janeiro de 2022, no mínimo 394 mil postagens de origem bolsonarista no Facebook puseram em dúvida a segurança das urnas eletrônicas, advogando o retorno do voto impresso, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, do Rio“, o que contabilizou um total de “111 milhões de interações – curtidas, comentários e compartilhamentos“.

    Bolsonaro ama e inveja ditadores e governantes autoritários. Talvez por isso faça sentido ele brigar com os Estados Unidos e a União Europeia e solidarizar-se com a Rússia do autocrata Vladimir Putin, que ameaça invadir a Ucrânia”, pontua Noblat.

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