O pagamento será feito à companheira e aos quatro filhos de Marcelo Arruda – O valor contempla uma indenização a título de danos morais e pensões
A AGU (Advocacia-Geral da União) anunciou a homologação de um acordo que obriga a União a pagar uma indenização de R$ 1,7 milhão à família do apoiador do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, que foi morto a tiros pelo policial penal bolsonarista Jorge Guaranho, em julho de 2022, em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Familiares de Arruda cobravam indenização da União. O processo será extinto após o acordo, conforme noticiou a ‘Folha de S. Paulo‘. O pagamento será feito à companheira e aos quatro filhos de Arruda, a título de danos morais e pensões.
A AGU (Advogacia-Geral da União) informou que, futuramente, deve ingressar com uma ação para cobrar do autor do crime o ressarcimento do valor pago pela União.
Jorge Guaranho está preso e é réu sob acusação de homicídio duplamente qualificado. O julgamento dele está marcado para o próximo dia 4 de abril, por júri popular.
Segundo a AGU, a indenização considerou, entre outros fatores, que “o autor do crime se valeu da condição de agente público para acessar o local da festa e efetuar o disparo utilizando uma arma de propriedade da União“.
Guaranho é servidor público federal ligado ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e a arma utilizada para atirar contra Arruda fazia parte do arsenal da União. Por ser agente penitenciário, ele possuía porte de arma, mesmo fora de serviço.
Na noite de 9 de julho de 2022, Guaranho invadiu a festa de aniversário de Arruda, que comemorava 50 anos com temática do PT, e atirou contra o guarda municipal. O apoiador de Lula, já ferido no chão, também baleou o bolsonarista, que ficou internado em um hospital antes de ser transferido para a prisão.
Câmeras de segurança registraram o episódio.
A tendência é que Guaranho seja condenado pois, na ocasião, a notícia causou revolta e comoção nacional.
