De acordo com Fernando Brito, do Tijolaço, 1/3 dos vídeos nas redes veiculam ‘fake news’ e a extrema-direita impera. O jornalista reproduz, com o o dinamismo que lhe é peculiar, as informações de Deslange Paiva e Thiago Lavado, do G1 que, segundo ele, “publicam a informação sabida, mas espantosa, pela quantidade“.
Brito escreve: “Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que nada menos que um terço dos vídeos veiculados pelo Whatsapp, com origem no Youtube, estão recheados com mentiras e, pelo relato, a imensa maioria com a ação de fanáticos de extrema-direita.
São ONGs ateando fogo na Amazônia, Lula mandando invadir Roraima, Bolsonaro prometendo intervenção militar e outras sandices do gênero, que representam mais de 5 milhões de visualizações no Youtube, dados coletados a partir do monitoramento de 490 grupos de mensagens instantâneas.
Estenda isso para as centenas de milhares de grupos existente e imagine o grau da repercussão deste lixo.
É claramente improvável que esta seja uma aberração espontânea. Bobagens e tolices na rede existem desde que elas foram criadas mas, de tempos para cá, elas começaram a ser claramente orquestradas por grupos extremistas.
O curioso é que as plataformas, tão rápidas e implacáveis ao bloquear qualquer imagem de nudez, inclusive a de uma tribo indígena com o Marechal Rondon, como aconteceu comigo, assistem impávidas este absurdo e, até, deixam que eles sejam feitos, como revela a reportagem, em canais que remuneram seus autores pelas visualizações.
Mas, para isso, o Ministério Público não tem tempo, não é?”
