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O Ministério da Justiça ainda não recebeu os documentos para iniciar a extradição de Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo STF. Entenda o processo e os próximos passos – SAIBA MAIS
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Brasília, 09 de junho de 2025
O Ministério da Justiça ainda não recebeu a documentação necessária para avançar com o processo de extradição da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP), conforme ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão, que também determinou a prisão definitiva da parlamentar, marca o início dos trâmites para que ela cumpra a pena de 10 anos de prisão no Brasil por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli, que anunciou estar fora do país, alega ser “intocável” devido à cidadania italiana.
O processo de extradição envolve etapas formais. O STF deve enviar os documentos ao Ministério da Justiça, que os encaminhará ao Itamaraty. Este, por sua vez, acionará a Embaixada do Brasil em Roma, onde Zambelli planeja residir.
A solicitação será avaliada pelo Ministério das Relações Exteriores Italiano e pelo Ministério da Justiça Italiano, que decidirão sobre a extradição, considerando tratados entre Brasil e Itália.
Carla Zambelli foi condenada em 14 de maio por invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica, junto ao hacker Walter Delgatti, que recebeu pena de 8 anos. A dupla também deve pagar “R$ 2 milhões” em indenização.
A parlamentar, que deixou o Brasil em 25 de maio, está nos Estados Unidos e planeja se mudar para a Itália, onde possui dupla cidadania.
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A ordem de Alexandre de Moraes inclui a inclusão de Zambelli na lista de difusão vermelha da Interpol, o que a torna foragida internacionalmente.
Especialistas apontam que a cidadania italiana não garante imunidade, citando o caso de Henrique Pizzolato, extraditado da Itália em 2015.
O Ministério da Justiça aguarda os documentos para formalizar o pedido, enquanto o STF pressiona pela execução da pena.
Outras medidas contra Zambelli incluem o bloqueio de bens e a perda do mandato parlamentar, notificada à Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve formalizar a cassação.
A situação de Zambelli também gerou reações internacionais, como o pedido do deputado italiano Angelo Bonelli (Europa Verde) por “medidas urgentes” para revogar sua cidadania italiana.
O caso segue em destaque, com desdobramentos aguardados sobre a resposta da Itália e a atuação da Interpol.
A extradição, embora complexa devido à dupla cidadania, é possível sob tratados bilaterais, reforçando a pressão sobre Carla Zambelli para retornar ao Brasil e cumprir sua pena.












