📷 O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping / Foto: AP | Entre os dois líderes, o estadista Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) / Foto: Ricardo Stuckert | Sobreposição de imagens [digital remaster upscaling photo]
| Brasília (DF)
22 de junho de 2026
As exportações brasileiras para os Estados Unidos atingiram o menor patamar em 30 anos após o tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump em julho de 2025.
O que aconteceu?
Entre agosto de 2025 e maio de 2026, a participação americana nas vendas externas do Brasil recuou para 9,3% do total, segundo levantamento do Mdic.
No período equivalente anterior, essa fatia era de 12,4%.
O movimento confirma a capacidade do país de redirecionar fluxos comerciais sem depender de um único parceiro.
Os dados mostram queda nas vendas para o mercado americano em quase todos os Estados brasileiros, com perdas mais acentuadas em oito unidades da Federação.
O jornal Valor Econômico destacou que o tarifaço, que chegou a 50% sobre diversos produtos, produziu efeito imediato a partir de agosto de 2025.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos despencaram e mantiveram trajetória descendente nos meses seguintes.
Os números do Mdic: de janeiro a maio de 2026, as vendas brasileiras aos americanos somaram US$ 14 bilhões, queda de 16% na comparação anual. A corrente de comércio bilateral recuou 14,3%, para US$ 29,5 bilhões.
Enquanto as vendas para os Estados Unidos encolhem, a balança comercial brasileira segue positiva. Em maio de 2026, o superávit atingiu US$ 7,8 bilhões, alta de 10,8% sobre o mesmo mês do ano anterior.
No acumulado de janeiro a maio, o saldo positivo chegou a US$ 32,7 bilhões.
A diversificação de mercados explica parte desse resultado. Produtores brasileiros ampliaram envios para a China, outros países da Ásia e parceiros do Mercosul.
O Mdic registra que o volume total de exportações do Brasil cresceu mesmo com a retração no destino americano.
O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, observou em pronunciamentos recentes que ainda é cedo para afirmar mudança estrutural definitiva nas relações comerciais com os Estados Unidos.
Os fluxos, segundo ele, levam tempo para se consolidar em novas rotas.
O comércio internacional opera por fluxos e não por preferências fixas. Quando um parceiro eleva barreiras, os exportadores buscam alternativas. O Brasil demonstrou essa flexibilidade nos últimos meses.
Caso os Estados Unidos venham a questionar a redução de sua fatia no futuro, lembrarão que as decisões tarifárias partiram de Washington.
A soberania comercial inclui a liberdade de escolher destinos mais vantajosos.
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FAQ Rápido:
O que provocou a queda nas exportações brasileiras para os EUA?
O tarifaço anunciado por Donald Trump em julho de 2025, com alíquotas que chegaram a 50% sobre vários produtos, reduziu a competitividade das vendas brasileiras a partir de agosto daquele ano.
A balança comercial brasileira está piorando?
Não. O superávit cresceu. Em maio de 2026 registrou US$ 7,8 bilhões e, no acumulado de janeiro a maio, US$ 32,7 bilhões, graças à expansão de vendas para outros mercados.
O Brasil está se tornando menos dependente dos EUA?
Os números indicam redução da participação americana nas exportações totais. A diversificação para China, Ásia e Mercosul reforça a resiliência da balança comercial brasileira.
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