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Expectativa de vida ao nascer alcança 76,6 anos de média em 2024; mulheres vivem até 79,9 anos

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    Idosos bebendo
    Idosos bebendo cerveja / Imagem iStock


    Crescimento da longevidade também é evidente em idosos  – um indivíduo que completou 60 anos espera viver, em média, mais 22,6 anos; para as mulheres que atingem essa idade, a expectativa é de mais 24,2 anos



    Brasília, 28 de novembro 2025

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as Tábuas de Mortalidade 2024 no dia 28/nov, revelando um crescimento contínuo na longevidade da população brasileira.

    A expectativa de vida ao nascer no país alcançou a marca de 76,6 anos em 2024, o que representa um aumento de 2,5 meses em comparação com o ano anterior.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    Estes dados, cruciais para a demografia nacional, são utilizados pelo Governo Federal como parâmetro para o cálculo do fator previdenciário dentro do Regime Geral de Previdência Social.

    O Salto Histórico e a Recuperação Pós-Pandemia

    O aumento da longevidade é um fenômeno notável no histórico brasileiro. Desde 1940, quando a expectativa de vida era de apenas 45,5 anos, o país registrou um ganho impressionante de 31,1 anos até 2024.

    No entanto, a série histórica foi abruptamente interrompida pela pandemia de Coronavírus, que elevou o número de óbitos e causou a redução da expectativa de vida para 72,8 anos em 2021.

    Felizmente, o arrefecimento da pandemia permitiu que o indicador voltasse a crescer a partir de 2022, evidenciando a recuperação da estrutura demográfica.

    Em 2024, o aumento na expectativa de vida foi ligeiramente maior para os homens, que passaram de 73,1 para 73,3 anos (ganho de 2,5 meses).

    Já para as mulheres, a expectativa subiu de 79,7 para 79,9 anos (ganho de 2,0 meses).

    O Fator Previdenciário e a Longevidade do Idoso

    O crescimento da longevidade também é evidente na faixa etária mais avançada.

    Historicamente, a esperança de vida dos idosos cresceu significativamente, com um ganho de 9,3 anos para quem atinge os 60 anos, desde 1940.

    Em 2024, um indivíduo que completou 60 anos espera viver, em média, mais 22,6 anos.

    Para as mulheres que atingem essa idade, a expectativa é de mais 24,2 anos, enquanto para os homens é de 20,8 anos.

    Esse aumento da longevidade, especialmente acima dos 30 anos (com ganhos de, no mínimo, 50% desde 1940), é resultado direto da diminuição dos níveis de mortalidade.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    Se considerarmos o topo da pirâmide etária, aqueles que chegam aos 80 anos em 2024 têm uma expectativa de vida adicional de 9,5 anos para as mulheres e 8,3 anos para os homens.

    A Tragédia Silenciosa dos Jovens Adultos:
    O Impacto da Violência

    Apesar do aumento geral na expectativa de vida, os dados do IBGE trazem um alerta severo sobre a mortalidade entre homens jovens, um fator que impede a longevidade masculina de ser ainda maior.

    Em 2024, a chamada sobremortalidade masculina se concentrou no grupo dos adultos jovens.

    Na faixa etária entre 20 e 24 anos, um homem de 20 anos tem 4,1 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher do mesmo grupo.

    Este fenômeno é explicado pela maior incidência de óbitos por causas externas ou não naturais, como homicídios, suicídios e acidentes de trânsito.

    A análise histórica comprova que essa sobremortalidade está intrinsecamente ligada ao rápido processo de urbanização e metropolização do Brasil a partir dos anos 1980.

    Mortalidade Infantil em Patamar Histórico

    Paralelamente, o Brasil celebra os avanços no combate à mortalidade infantil. Em 2024, a taxa de mortalidade infantil (crianças com menos de um ano) foi de 12,3 para cada mil nascidos vivos.

    Esse número é um marco quando comparado a 1940, quando cerca de 146,6 crianças por mil não completavam o primeiro ano de vida.

    A redução histórica é de 91,6% na mortalidade infantil.

    A queda drástica da mortalidade das crianças é atribuída à combinação de fatores como campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal e aleitamento materno, atuação de agentes comunitários de saúde e, fundamentalmente, melhorias na renda, escolaridade e no acesso a serviços de saneamento adequado.

    A Tábua de Mortalidade em um Contexto Mais Amplo

    O aumento da expectativa de vida, impulsionado pela queda da mortalidade em faixas etárias mais vulneráveis (como a infância), é como um motor que faz um carro ir mais rápido.

    Contudo, a persistência da sobremortalidade violenta masculina, especialmente em grandes centros, funciona como um freio invisível, impedindo o desempenho máximo da longevidade para os homens, especialmente em relação às mulheres.

    Enquanto as mulheres de Mônaco (país com a maior expectativa de vida do mundo, 86,5 anos) desfrutam de taxas de sobrevivência que refletem avanços em saúde e saneamento, o jovem adulto brasileiro enfrenta um risco letal associado a questões de segurança e urbanização desordenada.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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