Exoneração de delegada da extradição de Allan dos Santos é vista como retaliação

A delegada Silvia Amélia Fonseca de Oliveira foi exonerada do DRCI. Foto: Divulgação


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Para a Polícia Federal, o movimento é “mais uma investida do governo em aparelhar os órgãos ligados à investigações

A exoneração, nesta quarta-feira (10/11) da delegada da Polícia Federal, Silvia Amelia da Fonseca, do cargo de diretora do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional), onde foi responsável pela extradição do blogueiro das fake news, o youtuber bolsonarista do canal Terça Livre, Allan dos Santos, está sendo vista pelo órgão, sob consenso, como retaliação, afirma a Coluna do Fausto Macedo, no Estadão.

A demissão foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que a troca de Amélia faz “parte de ajustes naturais de equipe da nova gestão da Secretaria Nacional de Justiça”, ligada à pasta.

A Secretaria Nacional de Justiça é chefiada por Vicente Santini, que é homem de confiança dos Bolsonaro.

Foragido, Allan dos Santos é alvo de um mandado de prisão e extradição do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), cuja decisão se enquadra no âmbito do inquérito das milícias digitais, por integrar, de acordo com despacho da delegada Denise Rosas Ribeiro, “organização criminosa voltada à prática dos crimes de ameaça, incitação à prática de crimes, calúnia, difamação, injúria e outros, com o objetivo de auferir vantagem econômica oriunda da monetização e de doações e tendo como consequência a desestabilização do Estado Democrático de Direito”.

Segundo a matéria, a PF vê o movimento como “mais uma investida do governo em aparelhar os órgãos ligados às investigações“.

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