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Ex-PSOL é apontado como lobista que articulou PL de Tabata Amaral que pode calar críticas a Israel

Denúncias que circularam nas redes sociais nesta quarta-feira (1/abr) colocam Bruno Bimbi, ex-assessor do PSOL e atual gerente de Estratégia e Política da StandWithUs Brasil, como um dos principais articuladores do PL 1424/2026, projeto da deputada Tabata Amaral (PSB/SP) que define o conceito de antissemitismo para orientar políticas públicas no Brasil

Tabata Amaral e Bruno Bimbi

Tabata Amaral e Bruno Bimbi / Imagem reprodução / Redes Sociais

RESUMO
URBS MAGNA

São Paulo (SP) · 01 de abril de 2026

Ex-PSOL é apontado como lobista que articulou PL de Tabata Amaral que pode calar críticas a Israel.

Denúncias divulgadas nas redes sociais nesta quarta-feira (1/abr) colocam Bruno Bimbi no centro de uma polêmica que divide parlamentares progressistas.

O jornalista argentino naturalizado brasileiro, ex-assessor do deputado Jean Wyllys (PSOL) e ex-ativista pela aprovação do casamento igualitário, hoje ocupa o cargo de gerente de Estratégia e Política da StandWithUs Brasil, organização que atua no combate ao antissemitismo e mantém posições favoráveis a Israel.

Nascido em Avellaneda em 1978, Bimbi morou dez anos no Rio de Janeiro, onde concluiu mestrado e doutorado pela PUC-Rio.

Após deixar o Brasil no início do governo Bolsonaro, ele retornou e passou a trabalhar junto a parlamentares em temas relacionados ao antissemitismo.

Segundo relatos de gabinetes parlamentares compilados por ativistas, Bruno Bimbi teria atuado na redação e na coleta de assinaturas do PL 1424/2026, apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB/SP) em 26 de março.

O texto, conforme registro oficial da Câmara dos Deputados, “define antissemitismo com a finalidade de instruir as políticas públicas nacionais”.

Ele adota como base a definição da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que inclui exemplos em que críticas ao Estado de Israel podem ser consideradas antissemitas.

A StandWithUs Brasil manifestou apoio ao projeto. Contudo, a proposta gerou reação imediata. Entre 30 e 31 de março, deputados como Heloísa Helena (REDE/RJ), Prof. Reginaldo Veras (PV/DF), Welter (PT/PR), Vander Loubet (PT/MS), Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Luiz Couto (PT/PB), Ana Paula Lima (PT/SC) e Reginaldo Lopes (PT/MG) apresentaram requerimentos para retirar suas assinaturas do projeto.

Críticos do PL argumentam que a definição ampla pode limitar o debate legítimo sobre a ocupação de territórios palestinos e as ações do governo israelense, transformando críticas políticas em acusações de preconceito.

Defensores, incluindo a própria Tabata Amaral, sustentam que o objetivo é combater o ódio real contra judeus sem impedir a liberdade de expressão ou o debate sobre direitos humanos.

Bruno Bimbi tem negado ser o redator principal do projeto e classifica parte das acusações como desinformação. Em publicações recentes, ele compartilhou entrevista da deputada Tabata Amaral na qual ela defende a compatibilidade entre críticas a Israel e o combate ao antissemitismo.

O episódio expõe tensões internas no campo progressista. Enquanto o combate ao antissemitismo é visto como dever ético e democrático, a preservação do espaço para críticas à política externa de qualquer Estado também é fundamental para a democracia e a justiça.

Em contexto de conflito no Oriente Médio, o caso revela os desafios de equilibrar essas duas demandas sem gerar divisões ou silenciamento.

1 comentário em “Ex-PSOL é apontado como lobista que articulou PL de Tabata Amaral que pode calar críticas a Israel”

  1. Mexeram com Israel…, mexeram com os SIONISTAS, mexeram com o formigueiro…, agora aguenta coração…

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