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Ex-ministro diz que incluir Bolsonaro no inquérito do ‘8 de Janeiro’ é “injusto” pois Carluxo postou vídeo sem o pai saber

    Carlos Bolsonaro teria as senhas de todos os perfis do ex-presidente nas redes sociais e seria o autor de postagem em que procurador afirma que Lula foi “escolhido pelo TSE e STF

    Bolsonaro foi incluído como investigado no inquérito que apura a “instigação e autoria intelectual dos atos antidemocráticos“, que teriam motivado a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, no episódio do ‘8 de Janeiro’, graças ao compartilhamento de um vídeo no Facebook, conforme decidiu o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que está sendo contestado por um ex-ministro sob a alegação de que o autor da “postagem foi o Carluxo“, o filho do ex, como informa o jornalista Josias de Souza, no UOL.

    Segundo o texto, o vídeo compartilhado pelo perfil de Bolsonaro exibia uma entrevista em que o procurador bolsonarista do Mato Grosso do Sul, Felipe Gimenez, difundia mentiras sobre as eleições de 2022, afirmando que Lula foi “escolhido pelo serviço eleitoral e pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral“, sob a legenda ‘Lula não foi eleito pelo povo, ele foi escolhido e eleito pelo STF e TSE“.

    O ex-ministro disse que Carlos Bolsonaro dispõe das senhas de todos os perfis mantidos pelo pai nas redes sociais e seria ele o compartilhador, sem o conhecimento do ex-presidente. A partir desta versão, o colunista diz que um magistrado do STF enxergou nas alegações uma “tentativa vã de construir um álibi” para Bolsonaro, em que ‘Zero Dois‘ seria “coautor do crime de incitação pública à prática de crime, previsto no artigo 286 do Código Penal“.

    A republicação do vídeo foi feita pouco mais de 48 horas depois do ‘8 de Janeiro’ e post foi apagado horas depois, mas já viralizava nas redes sociais. Moraes despachou relacionando o nome de Bolsonaro à mentiras e disse que com a publicação “se revelou como mais uma das ocasiões em que o então mandatário se posicionou de forma, em tese, criminosa e atentatória às instituições“.

    O ministro realçou que o ex-presidente “incorre nas mesmas condutas” e mencionou outros inquéritos que tramitam no Supremo, entre eles os que investigam a atuação de milícias digitais, a disseminação de notícias falsas sobre vacinas contra a covid e o vazamento de investigação de ataque aos computadores do TSE.

    Bolsonaro pode ter contribuído, “de maneira muito relevante“, para insuflar os atos golpistas. Para o magistrado, suas “condutas” se relacionam com “intensas reações por meio das redes virtuais, pregando discursos de ódio e contrários às instituições, ao Estado de Direito e à democracia“.

    Um trecho diz: “Efetivamente, a partir de afirmações falsas, reiteradamente repetidas por meio de mídias sociais e assemelhadas, formula-se uma narrativa que, a um só tempo, deslegitima as instituições democráticas e estimula que grupos de apoiadores ataquem pessoalmente pessoas que representam as instituições, pretendendo sua destituição e substituição por outras alinhadas ao grupo político do ex-presidente e, de maneira ainda mais grave, instiga que apoiadores cometam crimes de extrema gravidade contra o Estado Democrático de Direito, como aqueles ocorridos no dia 8 de janeiro de 2023“.

    A Procuradoria-Geral da República incluiu em sua ação um pedido para que Bolsonaro fosse intimado a prestar depoimento. A oitiva tornou-se incontornável, mas Alexandre de Moraes preferiu adiá-la “diante das notícias de que o ex-presidente não se encontra no território brasileiro” e disse que “o pedido de realização do interrogatório do representado Jair Messias Bolsonaro será apreciado posteriormente, no momento oportuno“, lembra o jornalista.

    Em privado, diz o jornalista do UOL, Bolsonaro diz estar convencido de que Moraes, a quem chamou de “canalha“, deseja prendê-lo e avalia que Carluxo também está na mira.

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