Ela já foi acusada de mentir sobre atuação no Comitê Olímpico Brasileiro, teve passagens policiais por agressão ao pai, furto de energia e maus-tratos à mãe, incluindo tentativa de internação forçada e uso indevido de cartões bancários
RESUMO <<A ex-jogadora de vôlei de praia Sandra Mathias Correia de Sá foi condenada a mais de 4 anos de prisão por racismo, injúria racial e lesão corporal contra entregadores em São Conrado, Rio de Janeiro. A agressão, que envolveu o uso de uma guia de cachorro, ocorreu em abril de 2023 e foi registrada em vídeos que viralizaram nas redes socials>>
Brasília, 03 de julho de 2025
Sandra Mathias Correia de Sá, ex-jogadora de vôlei de praia, foi condenada a 4 anos, 4 meses e 20 dias de detenção, e 30 dias-multa. Ela atacou um entregador com uma guia de cachorro, e mordidas, no Rio de Janeiro em 2023.
Na quarta-feira (2/jul), a 40ª Vara Criminal do Rio de Janeiro proferiu uma sentença que marcou a condenação de Sandra pelos crimes de racismo, injúria racial e lesão corporal.
A pena deverá ser cumprida em regime aberto. O caso, ocorrido em abril de 2023 em São Conrado, na Zona Sul do Rio, chocou pela violência e pelos insultos racistas proferidos contra dois entregadores, Max Ângelo Alves dos Santos e Viviane Maria de Souza.
Em um domingo de Páscoa, Sandra Mathias passeava com seu cachorro e se irritou com a presença de entregadores em uma calçada na Estrada da Gávea.
Vídeos amplamente compartilhados nas redes sociais mostram a ex-jogadora insultando Max e Viviane com termos como “preto de favela”, “favelado” e “lixo da favela”.
Não satisfeita, ela usou a guia do cachorro para agredir Max, em um ato que muitos compararam a chicotadas, e mordeu a perna de Viviane durante a discussão.
Imagem chocante!
— Joice Hasselmann🇮🇱 (@joicehasselmann) April 11, 2023
A ex-atleta de vôlei Sandra foi flagrada agredindo um entregador com a guia de uma coleira de cachorro em São Conrado, no Rio. pic.twitter.com/a9J5qKWNYu
O juiz Bruno Arthur Manfrenatti destacou na sentença que as ações de Sandra não foram apenas ofensas pessoais, mas ataques a um grupo social definido por sua condição racial e socioeconômica.
“As condutas revelaram intenção de segregação e exclusão social”, afirmou o magistrado, reforçando o caráter discriminatório do episódio.
A decisão negou benefícios como substituição da pena por serviços comunitários, devido à gravidade da violência empregada.
Após a divulgação dos vídeos, a Prefeitura do Rio suspendeu a licença da escolinha de vôlei de Sandra na Praia do Leblon, e o condomínio onde residia pediu sua expulsão.
A Comissão de Ética do Conselho Regional de Nutrição também abriu um processo administrativo contra ela, que se apresentava como nutricionista.
Nas redes sociais, a ex-atleta foi alvo de críticas, sendo chamada de “racista” e “agressora” em diversos comentários.
Max Ângelo, morador da Rocinha, relatou à época que a violência o marcou profundamente. “Nem animal é tratado desse jeito”, disse ele em depoimento à 15ª DP (Gávea).
A solidariedade do público resultou em uma vaquinha que arrecadou mais de R$ 210 mil em poucos dias para ajudá-lo a comprar uma casa.
Viviane, por sua vez, descreveu o trauma emocional: “Minha vida é chorar, ficar trancada no quarto”.
A defesa de Sandra, representada pelo advogado Roberto Duarte Butter, anunciou que recorrerá da decisão.
Durante o inquérito, ela alegou sentir-se ameaçada pelos entregadores, mas a Justiça considerou as provas, incluindo vídeos e depoimentos, suficientes para a condenação.
Sandra já possuía histórico policial, com registros por lesão corporal em 2007, injúria e ameaça em 2012 e furto de energia em 2021.
A jogadora começou sua carreira no vôlei indoor pelo Clube de Regatas do Flamengo em 1982, migrando para o vôlei de praia em 1993.
Formou dupla vitoriosa com Elaine Bezerra, alcançando a 200ª vitória em 2007. Também praticante de futevôlei, dava aulas de vôlei no Leblon desde 2013.
Envolvida em polêmicas, Sandra foi acusada de mentir sobre atuação no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em 2022, que negou vínculo com ela.
Teve passagens policiais por agressão ao pai (2007), furto de energia (2021) e maus-tratos à mãe (2022), incluindo tentativa de internação forçada e uso indevido de cartões bancários.![]()









Sentença branda, fraca se fosse o contrário era mais de 10 anos
Cadeia nela.lei para todos
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