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Ex-funcionário invade Cefet-RJ e executa funcionárias em ataque calculado

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    Equipe de socorro
    Equipe de socorro leva mulher ferida em maca em frente a CEFET-RJ – imagens reprodução redes sociais


    Crime premeditado no Maracanã deixa três mortos e revela tragédia anunciada com pedido de demissão recusado



    Brasília, 28 de novembro 2025

    Um ataque violento na tarde desta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, no CEFET-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca), campus Maracanã, terminou com três mortos, incluindo o atirador.

    As vítimas fatais são duas funcionárias da instituição, executadas a tiros por um funcionário em processo de exoneração, que invadiu o centro de ensino deliberadamente para o crime.

    O autor, João Antonio Miranda Tello Ramos Gonçalves, de 47 anos, havia pedido demissão dias antes, mas a instituição não aceitou. Ele retornou ao local armado por volta das 14h, indo diretamente ao setor de Recursos Humanos onde as funcionárias estavam.

    João Antonio efetuou disparos contra a professora e coordenadora Allane de Souza Pedrotti Matos e a psicóloga Layse Costa Pinheiro. Com base em relatos de amigos e familiares, as vítimas tinham medo do atirador e já haviam reportado ameaças e a difícil convivência profissional. 

    O corredor do prédio administrativo, que abriga a reitoria, tornou-se o palco do crime. Um professor que estava no local durante o ataque disse ao R7: “A gente ouviu os gritos. Ele foi direto para cima delas. Era um tiro, aí um espaço, e mais outro tiro. Ele foi metódico”, relatou, sob condição de anonimato, reforçando a natureza premeditada da ação.

    O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as duas mulheres não resistiram. Após os disparos, João Antonio cometeu suicídio. 

    A investigação policial e o desenrolar do caso indicaram que o crime foi um homicídio qualificado premeditado, motivado por desavenças pessoais e trabalhistas.

    Foi revelado que João Antonio alegava sofrer assédio moral no trabalho e movia um processo judicial contra a instituição e a União, o que foi considerado o pano de fundo da tragédia.

    Ele estava afastado do trabalho há cerca de 60 dias por problemas de saúde mental e licenças constantes, o que gerava divergências com as vítimas.

    A instituição, reconhecida nacionalmente pela excelência no ensino, teve suas atividades suspensas e a polícia isolou a área para perícia.

    A tragédia expõe falhas em protocolos de segurança em instituições de ensino e levanta questões sobre a gestão de conflitos trabalhistas.

    A Direção-Geral do Cefet/RJ emitiu uma nota oficial lamentando o ocorrido e decretou luto oficial:

    É com extrema tristeza que o Cefet/RJ informa o falecimento das servidoras técnico-administrativas Allane de Souza Pedrotti Matos e Layse Costa Pinheiro, vítimas de um atentado no interior da Unidade Maracanã na tarde desta sexta-feira (28). Os disparos foram efetuados por João Antonio Miranda Tello Ramos Gonçalves, também servidor da instituição, que, em seguida, tirou a própria vida.

    Imediatamente após o ocorrido, a Unidade Maracanã foi evacuada pela Diretoria de Ensino (DIREN) e foram acionados o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, que atuaram nos primeiros socorros às vítimas. As motivações do crime serão investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital.

    A Direção-Geral do Cefet/RJ lamenta profundamente essa tragédia, que chocou a comunidade acadêmica, e decreta luto oficial por cinco dias na instituição a partir de 1º/12/2025, por meio da Portaria nº 1.808/2025. 

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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