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Ex-deputado e amigo pessoal de Lula é morto a facadas pelo filho e choca militância do PT; leia nota do Presidente

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    O ex-presidente
    O ex-presidente da Argentina, Pepe Mujica, o ex-deputado estadual Paulo Frateschi e o presidente Lula | Reprodução Facebook


    Dirigente histórico do Partido dos Trabalhadores é assassinado em casa durante surto do filho de 34 anos; esposa e filha também feridas em ataque na Lapa



    Brasília, 06 de novembro 2025

    Paulo Frateschi, ex-deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e um dos fundadores da legenda em São Paulo, foi assassinado a facadas nesta quinta-feira (6/nov), aos 75 anos, na residência da família no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista.

    O autor do crime foi o próprio filho, Francisco Frateschi, de 34 anos, que agiu durante um surto psicótico, conforme registros da Polícia Militar.

    A vítima sofreu múltiplos golpes na cabeça, abdômen e braços, entrou em parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar do socorro ao Hospital das Clínicas.

    A esposa de Frateschi, Yolanda Maux Viana, de 64 anos, tentou intervir e sofreu fratura no braço, além de ferimentos leves.

    A filha do casal, Luisa Maux Viana Frateschi, de 42 anos, também foi agredida, com quebra de dedo.

    Francisco foi contido por policiais e encaminhado ao 91º Distrito Policial (Ceasa), onde o caso é registrado como homicídio qualificado por violência doméstica.

    A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) preservou o local para perícia, e as investigações apontam para um episódio de desequilíbrio mental, sem indícios iniciais de motivação política. Nas redes sociais, Lula lamentou a morte do “grande e leal companheiro, com quem compartilhei décadas de lutas por um Brasil mais justo“.

    O Presidente disse estar com “o coração partido“. Em um dia de recepção a representantes de países que estão chegando para a COP30, em Belém, Lula teve tempo para dedicar uma nota sobre o amigo:

    Paulo Frateschi sempre uniu sua simpatia e sua capacidade agregadora a uma grande coragem. Desafiou com bravura o autoritarismo. Foi perseguido pela ditadura militar. Mas venceu.

    Ajudou o Brasil a reconquistar a sua democracia. E atuou na fundação e consolidação do Partido dos Trabalhadores, do qual foi um grande dirigente.

    Paulo fará muita falta a todos nós que tivemos o privilégio de andar lado a lado com ele. Mas sua lembrança e seus exemplos de dedicação e compromisso com a construção de um país melhor para todos sempre iluminarão nossas mentes e corações.

    À querida Yolanda, sua esposa, e a todos seus amigos e familiares, eu e Janja deixamos um abraço carinhoso e solidário nesse momento tão doloroso”.

    Em nota oficial, o PT lamentou profundamente a perda:

    “É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido. Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo”.

    Lideranças como Rui Falcão, Emídio de Souza e Fernando Haddad manifestaram consternação nas redes, destacando a lealdade de Frateschi à causa petista.

    Paulo Frateschi era amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem manteve laços desde a fundação do PT nos anos 1980.

    Militante desde a ditadura militar, integrou a Ação Libertadora Nacional (ALN), foi preso e torturado em 1969, aos 19 anos, e anistiado com a redemocratização.

    Eleito deputado estadual em 1982, exerceu mandato até 1987, presidiu o diretório paulista do partido e ocupou cargos como secretário de Relações Governamentais na gestão Marta Suplicy (2001-2004) e na prefeitura de São Paulo sob Haddad (2014).

    Participou ativamente das caravanas de Lula em 2018 e hospedou o presidente em sua casa em Paraty (RJ) após a soltura em 2019.

    A tragédia atual soma-se a um histórico de perdas familiares para Frateschi. Em 2002, perdeu o filho Pedro, de 7 anos, em acidente na Rodovia Carvalho Pinto; um ano depois, em 2003, o filho Júlio, de 16 anos, morreu em colisão na Rodovia Rio-Santos. Na ocasião, os velórios reuniram figuras como Lula, José Dirceu e Antonio Palocci.

    Recentemente, o ex-deputado se recuperava de um câncer. Embora o crime seja familiar e sem conotações políticas aparentes, repercussão nas redes e buscas relacionadas explodiram com termos como “Paulo Frateschi filhos” e “Frateschi surto”.

    Não há registros de incidentes semelhantes envolvendo ex-deputados do PT nos últimos anos; casos antigos, como o assassinato do tesoureiro petista Marcelo Arruda em 2022 por um bolsonarista em Foz do Iguaçu (PR), foram motivados por polarização eleitoral, diferentemente deste episódio.

    O velório deve ser restrito à família, sem detalhes divulgados até o momento.

    A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e o PT nacional preparam homenagens póstumas ao militante que dedicou décadas à luta por justiça social.



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