Evidência de vida alienígena: telescópio James Webb detecta sinais promissores em exoplaneta
O telescópio James Webb, com um planeta fictício de fundo | Imagem meramente ilustrativa
Descoberta histórica sugere possível vida microbiana no planeta K2-18 b, mas cientistas pedem cautela – SAIBA MAIS
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Cambridge, Reino Unido, 18 de abril de 2025
Em uma descoberta que pode marcar a história da astronomia, cientistas utilizando otelescópio espacial James Webb identificaram sinais químicos de gases na atmosfera do exoplaneta K2-18 b, localizado a 124 anos-luz da Terra, que, no nosso planeta, são produzidos exclusivamente por organismos vivos, como o fitoplâncton marinho.
Os gases dimetil sulfeto (DMS) e dissulfeto de dimetila (DMDS), detectados com 99,7% de confiança estatística, sugerem a possibilidade de vida microbiana em um mundo oceânico, segundo estudo liderado pelo astrofísico Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.
Apesar do entusiasmo, os pesquisadores enfatizam que os resultados indicam apenas uma bioassinatura – um possível sinal de processo biológico – e não a confirmação de vida, sendo necessárias mais observações para descartar erros estatísticos ou processos não biológicos.
O K2-18 b, um sub-Netuno 8,6 vezes mais massivo que a Terra, orbita na zona habitável de uma estrela anã vermelha, onde a água líquida pode existir.
Observações anteriores do James Webb, lançado em 2021 e operacional desde 2022, já haviam identificado metano e dióxido de carbono na atmosfera do planeta, marcando a primeira detecção de moléculas à base de carbono em um exoplaneta habitável.
A ausência de amônia e a presença de vapor d’água, inicialmente detectada pelo telescópio Hubble, reforçam a hipótese de que o K2-18 b seja um “mundo hycean”, com oceanos quentes e atmosfera rica em hidrogênio, potencialmente habitável por microrganismos.
Contudo, um estudo de novembro de 2024 sugere que o DMS pode ser produzido em cometas sem atividade biológica, o que exige cautela na interpretação dos dados.
A análise espectroscópica do James Webb, que examina a luz estelar filtrada pela atmosfera do exoplaneta durante trânsitos, revelou concentrações de DMS e DMDS milhares de vezes superiores às encontradas na Terra, algo que, com o conhecimento atual, não pode ser explicado sem atividade biológica.
Confirmar esses sinais pode levar de um a dois anos, mas o avanço tecnológico do telescópio, com seus espelhos de 6,5 metros e órbita a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, tem revolucionado a busca por bioassinaturas.
Cientistas independentes, como Christopher Glein, do Southwest Research Institute, recomendam prudência, mas reconhecem que os dados tornam o K2-18 b um “mundo tentador”.
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O debate científico sobre o K2-18 b está aquecido, com grupos investigando se processos geológicos ou químicos desconhecidos poderiam produzir esses gases sem vida.
Enquanto isso, a descoberta reacende questões éticas e filosóficas sobre o impacto de confirmar vida extraterrestre.
Futuras missões, como o telescópio Ariel, da Agência Espacial Europeia, planejado para a próxima década, podem aprofundar essas análises.
Por ora, o K2-18 b permanece um enigma fascinante, aproximando a humanidade de responder se estamos sozinhos no universo.
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