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Evangélico agredido em vigília de Bolsonaro queria “fazer galhofa, gravar um videozinho e ir embora”

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    Ismael Lopes
    Ismael Lopes. Foto Gabriela Biló Folhapress


    Membro progressista alinhado à esquerda se diz marxista – Ismael Lopes criticou ex-presidente em ato de desagravo e teve fala interrompida por apoiadores do clã Bolsonaro



    Brasília, 24 de novembro 2025

    A polarização entre fé e política ganhou contornos dramáticos quando Ismael Lopes, um evangélico de 34 anos que se declara marxista e progressista, foi agredido em uma vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    O ato havia sido convocado em desagravo a Jair Bolsonaro (PL), que naquele mesmo dia havia sido alvo de prisão preventiva ordenada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

    Lopes, que se declara um comunista da linha marxista-lenista, segundo matéria na Folha de S. Paulo, luta por “melhor condição para a classe trabalhadora na sociedade” e expõe sua visão de esquerda em redes sociais, citando até Karl Marx.

    Uma mensagem destacada em seu Instagram afirma que o amor ao próximo só é possível com ódio de classe. Ele se mobiliza contra a extrema direita, contra a derrubada de direitos.

    O evangélico, que faz parte da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, frequentava a Assembleia de Deus de berço, migrou para uma igreja batista e se alinhou à Teologia da Missão Integral, conhecida por sua leitura progressista dos valores evangélicos.

    A Frente é inclusive alinhada à minoria progressista nas igrejas evangélicas e costuma participar de eventos do governo Lula (PT). Neste ano, Lopes se reuniu com Márcio Macêdo, então ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

    A Fala que Levou à Agressão

    Ismael Lopes admitiu que sua intenção inicial ao ir à vigília no sábado (22/nov) — dia em que Bolsonaro foi preso — era “fazer uma galhofa, gravar um videozinho aqui e ali e ir embora. Ele afirma que “não foi nada tão planejado“.

    A situação mudou quando, na ausência de um pastor que falaria no evento, surgiu “a possibilidade de fazer uma fala, após eu solicitar ao próprioFlávio.

    Ao pegar o microfone, cercado por bolsonaristas, Lopes subverteu a expectativa de uma pregação favorável ao ex-presidente. Ele declarou que o ex-presidente deveria ser condenado, afirmando:

    Nós temos orado por justiça neste país. Temos orado para aqueles que abrem covas caiam nelas“.

    Ele explica que não deseja que caiam “mortos, porque não é isso que a gente deseja, mas sim que sejam julgados e condenados pelo que fizeram“.

    A reflexão de Lopes partiu de uma passagem do livro de Eclesiastes: “Quem abrir uma cova, nela cairá“. Ele trouxe a reflexão “para a nossa realidade“.

    Dirigindo-se diretamente a Flávio Bolsonaro, ele proferiu a acusação central:

    Como o seu pai, que abriu 700 mil covas na pandemia, seja julgado pelo devido processo legal. Tenha seu direito de defesa, mas que seja condenado e responda pelos crimes que cometeu“.

    Em seguida, Lopes demandou que os aliados que compõem essa horda do mal também fossem punidos.

    Reação e Consequências

    O discurso foi prontamente interrompido pela turba, e Lopes foi agredido na sequência com chutes, socos e empurrões.

    A cena da violência acabou viralizando nos vídeos pelo Brasil. Gravações mostram Lopes sendo perseguido e atacado por bolsonaristas enquanto tentava se afastar do ato.

    Alguns presentes pediam que ele fosse solto, classificando sua presença como “uma armadilha“.

    Ismael Lopes foi então resgatado por um policial militar.

    A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido, afirmando que o ato “envolvendo nosso irmão em Cristo” teve “caráter individual e pessoal“, mas garantindo que ele terá “o apoio necessário” diante das agressões sofridas.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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    2 comentários em “Evangélico agredido em vigília de Bolsonaro queria “fazer galhofa, gravar um videozinho e ir embora””

    1. REINALDO GONCALVES DA CRUZ

      Deu sorte no meio desses abutres, fez o que fez e saiu vivo

    Os comentários estão fechados.

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