Perfis zoam deputado: “Próximos passos: revogação de visto; –> deportação; –> recolhimento a Tremembé; —> série no Netflix” – Negociação secreta entre Brasília e Washington resulta na suspensão imediata das restrições financeiras ao ministro do STF e sua esposa após cinco meses de crise diplomática – ENTENDA
Brasília, 12 de dezembro 2025
O Governo dos Estados Unidos (EUA) encerrou abruptamente um período de quase cinco meses de intensa crise diplomática ao remover o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de sanções globais regidas pela Lei Global Magnitsky.
A decisão, anunciada na sexta-feira (12/dez), também revoga as restrições aplicadas à esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., entidade ligada à família.
A medida foi confirmada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos EUA, responsável por aplicar a legislação.
O OFAC é a fonte oficial para este tipo de sanção, e a retirada foi divulgada por meio de uma atualização na sua lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN List).
A consulta direta à lista do OFAC demonstra que, na prática, todas as restrições financeiras e territoriais impostas deixam de ter efeito, garantindo a Moraes novamente a liberdade de acesso aos Estados Unidos e a plena capacidade de realizar transações em dólar ou manter ativos sob jurisdição americana.
O Contexto da Crise: De Julho a Dezembro
A inclusão de Alexandre de Moraes na lista da Lei Magnitsky em 30 de julho de 2025 marcou o ápice da maior tensão bilateral entre Brasília e Washington em mais de dois séculos.
Na ocasião, o governo do então presidente Donald Trump o acusou de violação de direitos humanos por sua atuação como relator do processo de trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de citar ordens que determinavam a remoção de conteúdos em plataformas americanas, configurando, no entendimento do Departamento do Tesouro à época, uma campanha opressiva de censura e detenções arbitrárias.
A sanção, estendida em 22 de setembro para incluir Viviane Barci de Moraes e o instituto da família, impedia o acesso a bens e o relacionamento comercial com entidades americanas.
A Lei Magnitsky, um poderoso mecanismo legal dos EUA, nunca havia sido utilizada contra um membro em exercício do Poder Judiciário de uma nação democrática, gerando uma onda de apoio de parte do Governo Brasileiro e do STF à soberania nacional, como registrado por fontes da época, tal como a manifestação de solidariedade da Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que classificou o ato como violento e arrogante.
Bastidores da Negociação e o Foco Diplomático
Embora o Departamento do Tesouro não tenha publicado uma justificativa formal para a retirada dos nomes, fontes próximas aos governos brasileiro e americano indicam que a revogação foi resultado de intensas negociações diplomáticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vinha trabalhando nos bastidores, frequentemente condicionando a normalização completa das relações bilaterais com os EUA (incluindo a revogação de tarifas sobre produtos brasileiros) à retirada das sanções contra o ministro.
A imprensa brasileira destacou a aproximação recente entre Trump e Lula como um fator crucial, com o líder republicano orientando sua equipe a buscar um acordo com o Brasil para aliviar a crise.
Por parte da ala de oposição brasileira, a decisão foi recebida com desapontamento. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), um dos principais articuladores internacionais das sanções contra Moraes, manifestou pesar nas redes sociais.
Em nota, o parlamentar criticou a falta de unidade política no Brasil para sustentar a pressão externa, agradecendo publicamente ao apoio que o presidente Donald Trump demonstrou.
“NOTA PÚBLICA
Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano. Somos gratos pelo apoio que o presidente Trump demonstrou ao longo dessa trajetória e pela atenção que dedicou à grave crise de liberdades que assola o Brasil. Lamentamos que a sociedade brasileira, diante da janela de oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais. A falta de coesão interna e o insuficiente apoio às iniciativas conduzidas no exterior contribuíram para o agravamento da situação atual.
Esperamos sinceramente que a decisão do Presidente @realDonaldTrump seja bem-sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos, como é seu dever. Quanto a nós, continuaremos trabalhando, de maneira firme e resoluta, para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país, no tempo que for necessário e apesar das circunstâncias adversas. Que Deus abençoe a América, e que tenha misericórdia do povo brasileiro.
Eduardo Bolsonaro
Paulo Figueiredo @pfigueiredo08“
O deputado foi respondido por perfis com risadas e ironia: “Vai passar a vergonha no crédito ou no débito? Chora não, bananinha, vai vir mais“, disse a dona de uma conta na plataforma de microblog X.
O perfil Rodrigo Luis Veloso especulou que esse “mais” citado pela ‘colega‘ de ideologia serão “revogação de visto“; “deportação” e prisão do deputado, com “recolhimento” ao presídio de “Tremembé“:

A retirada de Alexandre de Moraes e sua família da lista da Lei Magnitsky não apenas põe fim às restrições individuais, mas também sinaliza um importante degelo na relação entre os dois países, marcando o sucesso da diplomacia brasileira em reverter o cenário de maior instabilidade na política externa recente.

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