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Após crítica de Trump, Brasil acelera Pix internacional que pode baratear remessas

Relatório da Casa Branca acusa o Banco Central de favorecer o Pix em detrimento de Visa e Mastercard, mas Lula rebate e o BC prepara Pix Internacional para 2027

Lula e Trump

O Presidente Lula mostra o logo do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro criado pelo BC e é observado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que demonstrou insatisfação com o Pix / Imagem gerada por IA

RESUMO
URBS MAGNA

Brasília (DF) · 04 de abril de 2026

O governo dos Estados Unidos voltou a criticar o Pix em relatório divulgado pela Casa Branca. O documento classifica o sistema como prejudicial a empresas do setor de cartões, como Visa e Mastercard, e acusa o Banco Central do Brasil de dar tratamento preferencial à ferramenta.

É a segunda vez que o governo de Donald Trump inclui o Pix em críticas comerciais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, na quinta (2/abr), ao afirmar “O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”. A reação reforça a defesa de um modelo que promove soberania financeira e reduz custos para o comércio.

Em 2025, o Pix registrou recorde histórico ao movimentar R$ 35,36 trilhões, consolidando-se como instrumento de inclusão financeira que bancarizou milhões de brasileiros.

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central do Brasil, Renato Gomes, havia afirmado em novembro de 2025 que a ferramenta aproxima “quase todo adulto no país” do sistema financeiro.

Muita gente não usava as contas que tinha. Ou apenas recebia o salário, sacava tudo e só utilizava dinheiro. Depois do Pix, as pessoas perceberam a conveniência de se pagar as contas pelo celular e mudaram esse comportamento”, destacou o diretor, conforme o g1.

O Banco Central do Brasil continua trabalhando na chamada agenda evolutiva do Pix e prepara novidades para a ferramenta de transferências em tempo real.

Para 2027, a depender de recursos disponíveis, está previsto o Pix Internacional, que permitirá interligar sistemas de pagamentos instantâneos entre países e superará o modelo atual, considerado parcial e restrito a estabelecimentos específicos em destinos como Argentina, Estados Unidos (Miami e Orlando) e Portugal (Lisboa).

Entre as funcionalidades em estudo estão o Pix por aproximação no modelo offline, que permite pagamentos mesmo sem conexão com internet, e a padronização das regras do Pix Parcelado, alternativa para cerca de 60 milhões de pessoas sem acesso a cartão de crédito.

O objetivo é aumentar a concorrência entre bancos e reduzir juros.

2 comentários em “Após crítica de Trump, Brasil acelera Pix internacional que pode baratear remessas”

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