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EUA revogam visto de ministros do STF, menos de André Mendonça, Nunes Marques e Fux

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    O presidente
    O presidente dos EUA, Donald Trump, o influenciador de extrema-direita, Paulo Figueiredo, o deputado Eduardo Bolsonaro, os ministros do STF, André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques e Jair Bolsonaro | Montagem


    Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram várias vezes à Casa Branca, para pressionar por ações contra Moraes



    Brasília, 19 de julho de 2025

    O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou, nesta sexta-feira (18/jul), a revogação do visto de Alexandre de Moraes, de seus familiares imediatos e de “aliados não especificados no Supremo Tribunal Federal (STF)“.

    Relatos de fontes brasileiras mencionam outros nomes além de Moraes e especificam quem seriam os “aliados” mencionados por Rubio. O UOL Notícias relata que a revogação dos vistos abrangeu oito dos 11 ministros do STF, excluindo André Mendonça e Kássio Nunes, indicados à Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Além deles, Luiz Fux também estaria autorizado a viagens aos EUA, pois o ministro tomou uma série de posicionamentos e decisões judiciais que, em certos momentos, parecem alinhar-se com interesses ou narrativas defendidas pelo ex-presidente e seus seguidores.

    Essa percepção, no entanto, não implica que Fux seja um aliado declarado de Bolsonaro, mas sim que suas ações em casos específicos foram interpretadas como favoráveis por bolsonaristas, especialmente em contraste com outros ministros, como Alexandre de Moraes.

    Fux ganhou destaque entre bolsonaristas por sua postura no julgamento de casos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Durante a análise da denúncia contra Jair Bolsonaro e aliados, Fux divergiu de Alexandre de Moraes ao questionar a dosimetria de penas, como no caso da cabeleireira Débora Rodrigues Santos, condenada a 14 anos por participação nos atos.

    Ele argumentou que a pena poderia ser “exacerbada” e pediu revisão, sugerindo uma análise mais detalhada do contexto da ré. Essa posição foi interpretada por bolsonaristas como uma crítica à rigidez de Moraes, reforçando a narrativa de que o STF estaria aplicando punições desproporcionais.

    Em junho, durante a audiência com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Fux fez perguntas que bolsonaristas interpretaram como favoráveis ao ex-presidente. Ele questionou se a chamada “minuta do golpe” foi assinada por Bolsonaro, o que Cid negou, e se o núcleo da Presidência tinha relação com acampamentos golpistas, também negado.

    Essas intervenções foram celebradas por figuras como Eduardo Bolsonaro, que compartilhou os questionamentos, afirmando que Fux “desmontou o castelo de areia” das acusações.

    Fux divergiu de seus colegas da Primeira Turma do STF ao defender que a denúncia contra Bolsonaro por tentativa de golpe deveria ser julgada pelo plenário da Corte, e não apenas pela Turma, composta por Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e ele próprio.

    Ele argumentou que a gravidade do caso exigia a análise dos 11 ministros para garantir maior legitimidade. Essa posição foi vista por bolsonaristas como uma tentativa de diluir a influência de Moraes, que lidera as investigações.

    A defesa de Bolsonaro expressou alívio com a intervenção de Fux, embora não alterasse a tendência de aceitar a denúncia.

    Apesar de Fux ter tido confrontos públicos com Bolsonaro, como em 2021, quando rebateu ameaças do ex-presidente contra o STF e defendeu a democracia, sua postura é vista como menos agressiva em comparação com a de Moraes.

    Fux criticou ações antidemocráticas de Bolsonaro, como incentivos a desobediência judicial, mas também enfatizou a harmonia entre os poderes, o que pode ser interpretado como uma abordagem mais conciliatória.

    Assim, conforme relatado pelo UOL, a revogação de vistos dos EUA, que incluiu Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, não abrangeu Fux, André Mendonça e Kássio Nunes Marques . Essa exclusão alimentou especulações entre bolsonaristas de que Fux não seria visto como adversário pelo governo de Donald Trump, aliado de Bolsonaro.

    Fontes como Reuters, The New York Times e The Washington Post não identificam explicitamente outros indivíduos além de Moraes, deixando ambíguo quem seriam esses “aliados“. Com base nas fontes americanas, a revogação confirmada centra-se em Moraes, com menção genérica a outros membros do STF e suas famílias, sem nomes adicionais detalhados.

    Embora tais fontes, como o The Washington Post, não mencionem explicitamente a exclusão de Fux, a ausência de seu nome na lista de sanções reforça a percepção de neutralidade ou alinhamento parcial.

    Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo – traidores da Pátria?

    O jornal estadunidense mostra que um filho de um ex-presidente brasileiro “está trabalhando em estreita colaboração com a Casa Branca para impor sanções a um ministro do Supremo Tribunal Federal“.

    A publicação permite ao leitor a opção de classificar o assunto como ele bem entender, mas a rotulagem “vergonhoso” tende a ser a mais amplificada diante da novidade do caso.

    Na matéria, o nome de Moraes é o único citado em referência ao STF. “Eduardo Bolsonaro, um deputado federal no Brasil, está pressionando Trump a agir“, diz o texto ao comentar um vídeo em que o filho do réu “tornozelado” aparece ao lado do “influenciador brasileiro de direita que foi acusado de participar do suposto plano de golpe“, Paulo Figueiredo.

    A matéria ainda afirma que “a administração Trump está considerando sanções contra Moraes há semanas“, afirmando que Rubio foi questionado se a administração consideraria sancionar Moraes, e ele respondeu: “Isso está em revisão neste momento, e é uma grande, grande possibilidade que aconteça“.

    Uma curiosidade no texto do WP diz que “duas das pessoas familiarizadas com a situação disseram que o OFAC (Office of Foreign Assets Control – Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) hesitou nas últimas semanas diante das sanções propostas contra Moraes” e que “o funcionário sênior do Departamento de Estado, que falou sob condição de anonimato para discutir as deliberações, disse que o OFAC recusou-se firmemente a avançar com a medida“, alegando que seria “difícil conceber uma ação que a administração Trump poderia tomar na relação EUA-Brasil que seria mais prejudicial à credibilidade dos EUA na promoção da democracia do que sancionar um ministro do Supremo Tribunal de um país estrangeiro porque não gostamos de suas visões judiciais”.

    O WP afirma que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo – neste contexto, os traidores da pátria -, segundo palavras do influenciador, visitaram a Casa Branca inúmeras vezes, onde apresentaram “dezenas de relatórios a oficiais sobre a situação política no Brasil” e se reuniram “com quase 50 membros do Congresso para pressionar por ações contra Moraes“.

    A publicação é finalizada com uma abordagem sobre a figura de Eduardo Bolsonaro em todo o contexto. Ele estaria “dando conselhos políticos ruins à Casa Branca, levando Trump a iniciar uma guerra comercial prejudicial na maior economia da América Latina“.

    Embora Fux seja visto positivamente por bolsonaristas em momentos específicos, ele não é um aliado consistente de Bolsonaro. Como presidente do STF (2020-2022), Fux defendeu a independência do Judiciário e repreendeu Bolsonaro por ameaças à democracia, como em 2021, quando respondeu a ataques do ex-presidente contra o voto eletrônico e o TSE.

    Além disso, Fux acompanhou Moraes em decisões importantes, como a aceitação unânime da denúncia contra Bolsonaro em 2025, embora com ressalvas sobre a dosimetria. Essa dualidade — apoio a decisões contra Bolsonaro, mas com críticas pontuais que ressoam com bolsonaristas — explica por que ele é visto como um “contrapeso” por apoiadores do ex-presidente.

    Luiz Fux é visto com positividade por bolsonaristas devido a suas intervenções em julgamentos, como questionar a dosimetria de penas do 8 de Janeiro, criticar a delação de Mauro Cid e defender o julgamento de Bolsonaro no plenário do STF, vistas como contraponto à rigidez de Alexandre de Moraes.

    Sua exclusão da revogação de vistos pelos EUA e a ausência de ataques diretos do clã Bolsonaro reforçam essa percepção. Contudo, Fux mantém uma postura de defesa da democracia, o que indica que seu alinhamento com bolsonaristas é circunstancial, não ideológico.

    A matéria do UOL especifica que a medida foi uma “punição coletiva” contra a maioria dos ministros do STF, mas não detalha os motivos para a exclusão dos três ministros mencionados. Além de Moraes, os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes também estariam com vistos revogados, junto com suas famílias imediatas, conforme informação atribuída ao jornalista Lauro Jardim, do Globo.

    As fontes brasileiras sugerem que a revogação incluiu um grupo significativo de ministros do STF e o Procurador-Geral da República, mas as fontes dos EUA não corroboram esses nomes específicos, mantendo a expressão vaga “aliados no tribunal“. A discrepância pode refletir a falta de detalhes oficiais divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA, que não forneceu esclarecimentos sobre quem seriam.

    A ausência de nomes específicos nas fontes dos EUA pode indicar uma estratégia diplomática para manter a medida focada em Moraes como figura central, enquanto a menção a “aliados” serve como pressão genérica sobre o STF.

    As fontes brasileiras, por outro lado, parecem ter acesso a informações mais detalhadas, possivelmente obtidas por meio de fontes internas ou especulações jornalísticas. No entanto, sem confirmação oficial do Departamento de Estado, os nomes adicionais citados por fontes brasileiras devem ser tratados com cautela, já que as fontes americanas não os validam diretamente.



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    1 comentário em “EUA revogam visto de ministros do STF, menos de André Mendonça, Nunes Marques e Fux”

    1. JOSELITO ARAUJO SILVA

      Grande merda morar nessa nação racista, egoísta e saqueadora de riquezas de outras nações.

    Os comentários estão fechados.

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