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Trump intensifica cerco à Venezuela para capturar Maduro, com navios de guerra alegando narcotráfico

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    O presidente
    Donald Trump em retrato oficial para sua segunda presidência dos EUA / Foto: Daniel Torok | O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro / Foto: Eneas de Troya


    Presidente dos EUA, que já declarou que queria “pegar todo o petróleo” da Venezuela, escala pressão contra o bolivariano, com frota naval e recompensa de US$ 50 milhões, enquanto tensões regionais crescem



    Brasília, 19 de agosto de 2025

    Em uma escalada de tensões no Caribe, os Estados Unidos enviaram três contratorpedeiros equipados com mísseis guiados Aegis — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — para as águas próximas à Venezuela, com o objetivo de combater cartéis de drogas na região.

    A operação, que mobiliza cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais, foi confirmada por fontes à Reuters e ocorre sob a justificativa de enfrentar organizações criminosas classificadas como terroristas pelo governo do presidente Donald Trump.

    A ação intensifica a pressão sobre o líder venezuelano Nicolás Maduro, acusado de liderar um esquema de narcotráfico internacional.

    A movimentação naval, que inclui aviões de patrulha P-8 Poseidon e pelo menos um submarino de ataque, foi anunciada após os EUA dobrarem a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que “o presidente está preparado para usar toda a força americana para impedir que as drogas inundem nosso país” e classificou Maduro como “chefe de um cartel narcoterrorista”.

    A ação também reflete a estratégia de Trump de reforçar a segurança na fronteira sul dos EUA, combatendo o tráfico de drogas e a imigração ilegal.

    Em resposta, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos chavistas para “defender a soberania e a paz da Venezuela”.

    Ele acusou os EUA de promoverem “ameaças extravagantes e absurdas” e alegou que ONGs financiadas pelo Departamento de Estado americano e pela CIA estariam infiltradas no país para desestabilizá-lo.

    A Venezuela também exige a devolução de 66 crianças supostamente “sequestradas” nos EUA e colocadas em lares adotivos.

    A operação naval ocorre em um contexto de crescente pressão geopolítica. O governo Lula, no Brasil, manifestou preocupação com a presença militar americana no Caribe, especialmente pelo risco de escalada em território vizinho.

    A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou qualquer intervenção militar americana em seu país, enfatizando a soberania nacional.

    A operação pode ter objetivos além do combate ao narcotráfico, como isolar politicamente Maduro e reforçar a influência dos EUA na América Latina.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que “o regime de Maduro é uma organização criminosa”, justificando a operação como uma medida de segurança nacional.

    No entanto, militares venezuelanos ouvidos pelo mesmo veículo consideram improvável um ataque direto, interpretando a mobilização como uma demonstração de força.

    A designação de grupos como o Cartel de Sinaloa e o Tren de Aragua como organizações terroristas pelo governo Trump permite que os EUA tratem o narcotráfico como uma ameaça à segurança nacional, ampliando o escopo de ações militares.

    A operação também coincide com a assinatura de uma diretriz secreta por Trump, autorizando o Pentágono a empregar força contra cartéis.

    A narrativa de combate ao narcotráfico pode mascarar intenções geopolíticas mais amplas, como pressionar o regime de Maduro em meio a disputas por legitimidade após as eleições de 28 de julho de 2024.

    Além disso, Trump já foi flagrado melas mídias afirmando que gostaria de “pegar todo o petróleo” da Venezuela. O país tem uma das maiores reservas do óleo betuminoso do planeta.

    Que acham de estarmos comprando petróleo da Venezuela? Quando eu saí, a Venezuela estava prestes a entrar em colapso. E nós a teríamos assumido. Teríamos conseguido todo aquele petróleo”, afirmou o então ex-presidente dos EUA, Donald Trump, durante discurso na Convenção do Partido Republicano da Carolina do Norte, em 10/6/2023.

    A falta de provas concretas sobre as acusações contra Maduro levanta questionamentos sobre os reais objetivos da operação.

    A mobilização naval, que deve se estender por meses mantém a região em alerta, com possíveis impactos nas relações diplomáticas e na estabilidade do Caribe.



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    4 comentários em “Trump intensifica cerco à Venezuela para capturar Maduro, com navios de guerra alegando narcotráfico”

    1. Josias Batista de oliveira

      Trump, vai resolver os problemas interno do teu país, e deixa a América Latina em paz.
      Deixa de ser um imbecil, vc está afundando e levando todos os Estadunidensses com vc.

    2. JOAO PAULO CORTES JUNQUEIRA JUNIOR

      O imbecil do Trump quer de qualquer maneira arrumar um conflito internacional.

    3. Esse idiota do norte deveria cuidar do seu quintal que é o maior consumidor de drogas e não ficar querendo roubar o petróleo da Venezuela

    Os comentários estão fechados.

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