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    EUA interrogam herói do Iraque por 7 horas e deportam fotógrafo da seleção às vésperas da Copa

    — calculando —
    Seleção do Iraque chega a Chicago após viagem difícil. O atacante Ayman Hussein ficou detido por 7h na imigração

    📷 Seleção do Iraque chega a Chicago após viagem difícil. O atacante Ayman Hussein ficou detido por 7h na imigração, mas foi liberado e já se juntou ao grupo para os treinos da Copa de 2026 / Reuters

    RESUMO
    URBS MAGNA

    | Chicago (US)
    06 de junho de 2026

    A delegação da seleção do Iraque desembarcou em solo americano na manhã de sábado (6/jun) com uma expectativa histórica: a volta do país à Copa do Mundo após 40 anos de ausência — a última participação havia sido em 1986.

    Mas a recepção no Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, reservou momentos de tensão e humilhação para membros da comitiva.

    A informação, divulgada inicialmente pela agência Reuters e amplamente repercutida pela imprensa internacional, dá conta de que o atacante Aymen Hussein — herói da classificação ao marcar o gol decisivo na repescagem contra a Bolívia — foi detido e interrogado por cerca de sete horas pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos.

    O jogador de 30 anos teve o celular confiscado e inspecionado, e seus pertences foram revistados.

    Fontes da imprensa internacional indicam que o motivo inicial teria sido uma confusão de identidade: os agentes de fronteira supostamente confundiram o atleta com outro cidadão iraquiano homônimo.

    Após a longa maratona administrativa, Hussein conseguiu comprovar sua identidade e foi liberado para se juntar ao restante do time.

    O episódio expõe o rigor da política de imigração norte-americana em um contexto de alta segurança, agravado pelas medidas do governo de Donald Trump, conhecido por restrições a cidadãos de países do Oriente Médio.

    Enquanto o atacante foi liberado, o fotógrafo oficial da delegação iraquiana, Talal Salah, teve um destino radicalmente oposto.

    Salah foi submetido a um interrogatório ainda mais longo, de mais de dez horas (chegando a 13 horas, segundo algumas fontes), também teve seu telefone verificado e, ao final do processo, recebeu a negativa formal de entrada nos Estados Unidos.

    “Talal Salah, fotógrafo da equipe iraquiana, detido por mais de 10 horas, foi submetido a verificações semelhantes em seu telefone e, por fim, teve sua entrada nos Estados Unidos negada”, informou um funcionário do Comitê Olímpico Iraquiano à imprensa.

    Ele foi deportado de volta para Bagdá, capital do Iraque, impossibilitado de cobrir o torneio para o qual sua seleção se classificou com tanto esforço.

    O incidente transcende o mero erro operacional de fiscalização. Ele ocorre em um momento delicado da política externa americana.

    O governo Trump endureceu significativamente as regras para entrada de estrangeiros, e a situação é especialmente crítica para países como o Iraque.

    Torcedores e delegações de nações árabes e africanas enfrentam barreiras quase intransponíveis para obter vistos.

    “Este Mundial não é para nós”, desabafou um torcedor jordaniano à emissora britânica BBC, resumindo o sentimento de exclusão.

    De48 países classificados, 11 têm taxas de rejeição de visto superiores a 40%.

    Enquanto Aymen Hussein se prepara para liderar o ataque iraquiano contra França, Senegal e Noruega no Grupo I, a imagem do fotógrafo Talal Salah sendo enviado de volta para casa simboliza o choque entre o espírito universal do esporte e as rígidas políticas de fronteira dos Estados Unidos.

    As federações de futebol do mundo árabe criticaram a abordagem, classificando o tratamento como excessivo e desproporcional para atletas e profissionais de um torneio oficial da FIFA.

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    FAQ Rápido:

    O que aconteceu com o atacante Aymen Hussein nos EUA?
    O jogador foi detido por sete horas no aeroporto de Chicago, teve o celular revistado e foi liberado após comprovar identidade que teria sido confundida com outro cidadão iraquiano.

    Por que o fotógrafo da seleção do Iraque foi deportado?
    Talal Salah passou por mais de 13 horas de interrogatório e, ao final, teve a entrada negada pelas autoridades americanas, sendo enviado de volta a Bagdá sem justificativa oficial detalhada.

    A situação de iraquianos nos EUA é isolada?
    Não. A BBC mostrou que torcedores e delegações de países árabes enfrentam altas taxas de rejeição de visto e dificuldades extremas para entrar nos Estados Unidos sob o atual governo.

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