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No Dia da Independência de Cuba, EUA indiciam Raúl Castro, 94, por “massacre” de 1996; ele pode ser sequestrado? (vídeo)

Anúncio em Miami acusa irmão de Fidel por derrubar aviões civis; ação da justiça estadunidense acelera campanha por mudança de regime em Havana

Fidel Castro e Raúl Castro em desfile do Dia do Trabalho em Havana, 1996

Fidel Castro (esquerda) e seu irmão Raúl assistem a um desfile do Dia do Trabalho em 2 de dezembro de 1996 em Havana, Cuba [digital remaster upscaling photo]

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
20 de maio de 2026, 17h00

PT aciona TSE contra “Dark Horse” com base em R$ 61 mi do Banco Master (Daniel Vorcaro) intermediados por Flávio Bolsonaro. Ação pede suspensão até eleições, cita caixa 2, lavagem de dinheiro e precedente de 2022. Flávio admitiu ter mentido sobre relação com o banqueiro.

A acusação formal contra Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta quarta-feira (20/mai) representa a mais grave investida jurídica de Washington contra Havana em três décadas.

O anúncio, feito em Miami pelo procurador-geral interino Todd Blanche, acusa o ex-presidente cubano de 94 anos de envolvimento direto no abate de duas aeronaves civis em 1996, um evento que congelou as relações e endureceu o embargo à ilha.

A denúncia foi apresentada por um grande júri federal no Distrito Sul da Flórida, liderado pelo procurador Jason A. Reding Quiñones.

O que aconteceu em 1996

Em 24 de fevereiro de 1996, caças MiG da força aérea cubana abateram dois aviões Cessna desarmados pertencentes ao grupo “Brothers to the Rescue” (Irmãos ao Resgate), uma organização de exilados cubanos radicada em Miami que realizava buscas por ‘balseros‘ no Estreito da Flórida.

As quatro vítimas — Armando AlejandreMario de la PeñaCarlos Costa e Pablo Morales — morreram no ataque, que segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), ocorreu em espaço aéreo internacional.

Na época, Raúl Castro atuava como Ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, sendo apontado como o elo decisivo na cadeia de comando que autorizou o ataque.

As acusações formais incluem “conspiração para matar nacionais dos EUA, destruição de aeronaves e quatro acusações de homicídio”.

Além de Raúl Castro, outras cinco pessoas foram indiciadas, incluindo pilotos e agentes de inteligência.

Estratégia geopolítica e o fantasma de Maduro

O contexto do indiciamento vai além dos tribunais. A administração do presidente Donald Trump tem escalado a retórica contra o que chama de “Estado pária”.

A acusação ocorre exatamente no dia da Independência de Cuba (20 de maio), uma data simbólica para a comunidade cubano-americana na Flórida, e em meio a uma campanha de pressão total sobre o regime de Miguel Díaz-Canel.

A análise geopolítica do portal aponta um paralelo com a captura do venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida em janeiro deste ano.

Na ocasião, forças dos EUA executaram a captura do líder venezuelano, que também estava indiciado por narcoterrorismo.

O porta-voz do Departamento de Justiça foi enfático ao declarar sobre Raúl Castro: “Esperamos que ele apareça aqui, por sua própria vontade ou de outra forma”.

O Secretário de Estado Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, tem sido a linha de frente da ofensiva.

Em um vídeo dirigido ao povo cubano, Rubio ofereceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária, condicionada a reformas democráticas, ao mesmo tempo que sancionou 11 elites do regime e entidades como o Ministério do Interior e a inteligência cubana (DGI).

Logo Marco Rubio 20.5.2026 @SecRubio/X
En un día como hoy, en el 1902, la bandera cubana ondeó por primera vez
ES

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, classificou a fala de Rubio como “porta-voz de interesses corruptos e vingativos”, mas, em um sinal de fragilidade, não descartou totalmente a aceitação da ajuda.

A resposta de Havana e a tensão militar

A notícia pegou o mundo de surpresa, especialmente porque, apenas uma semana antes, a CIA e autoridades cubanas realizaram encontros de alto nível em Havana, discutindo cooperação em segurança e a crise econômica.

No entanto, alertas recentes mostram a fragilidade da trégua. Díaz-Canel advertiu que qualquer ação militar dos EUA contra a ilha resultaria em um “banho de sangue”, enquanto Washington alega que Cuba recebeu mais de 300 drones militares do Irã e da Rússia, representando uma ameaça à base de Guantánamo.

Para especialistas, o indiciamento serve a múltiplos propósitos: agradar a base eleitoral de origem cubana na Flórida em um ano eleitoral, justificar novas sanções que agravam a crise de energia e alimentos na ilha, e tentar forçar uma transição política, replicando o modelo aplicado na Venezuela.

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FAQ Rápido

1. O que motivou o indiciamento de Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA?
O indiciamento se baseia no episódio de 24 de fevereiro de 1996, quando caças MiG da Força Aérea Cubana abateram dois aviões Cessna desarmados do grupo “Brothers to the Rescue” (Irmãos ao Resgate) . Na ocasião, Raúl Castro era Ministro da Defesa de Cuba. As quatro vítimas — Armando Alejandre, Mario de la Peña, Carlos Costa e Pablo Morales — morreram no ataque que, segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) , ocorreu em espaço aéreo internacional.

2. Qual é a posição do governo cubano sobre a acusação?
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento como um ato “politicamente motivado e sem base legal” . A defesa de Havana alega que o abate foi um ato de “legítima defesa” do seu espaço aéreo, argumentando que os aviões violaram repetidamente a soberania cubana e que os pilotos do grupo Brothers to the Rescue realizavam ações consideradas provocativas pelo regime.

3. O que acontece agora? Raúl Castro pode ser preso nos EUA?
O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, afirmou que um mandado de prisão foi emitido e que a justiça americana espera que Raúl Castro compareça “por sua própria vontade ou de outra forma” . A grande interrogação que paira no ar é se o governo Trump planeja replicar em Cuba a operação militar realizada na Venezuela em janeiro deste ano, quando forças especiais capturaram o presidente Nicolás Maduro, que também estava indiciado nos EUA.

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2 comentários em “No Dia da Independência de Cuba, EUA indiciam Raúl Castro, 94, por “massacre” de 1996; ele pode ser sequestrado? (vídeo)”

  1. A retirada dos EUA do Afeganistão, entregando toda a população aos criminosos, é um exemplo, de que não se pode confiar em nada, do governo estadunidense.

  2. Reinaldo Gonçalves da Cruz

    Donald Trump ameaça sequestrar ex presidente de Cuba, Raul castro de 94 anos, esse demônio que saiu das profundezas dos infernos para prejudicar o mundo, não está satisfeito como o sofrimento do povo cubano, em consequência das perseguições causadas pelos EUA, a mais de sete décadas, o que me entristece é o mundo assiste de braços cruzados e não fazem nada

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