Custo diário da Operação Epic Fury acende debate sobre prioridades orçamentárias em Washington enquanto o Pentágono queima bilhões em munições e operações navais
Brasília (DF) · 25 de março de 2026
Os Estados Unidos desembolsam cerca de US$ 1 bilhão por dia para sustentar a guerra contra o Irã, conforme estimativas consolidadas de fontes oficiais e analistas independentes de Washington.
O Pentágono informou ao Congresso que apenas os primeiros seis dias da Operação Epic Fury – nome oficial da campanha conjunta com Israel – consumiram US$ 11,3 bilhões, valor que exclui o custo prévio de mobilização e reposição de estoques, conforme reporta o The New York Times.
Especialistas do Center for Strategic and International Studies (CSIS), think tank sediado em Washington, calculam que o gasto inicial girava em torno de US$ 891,4 milhões diários, com picos que chegaram a US$ 2 bilhões dependendo da intensidade de interceptações de mísseis e operações navais.
A CNN detalhou que aeronaves de reabastecimento e caças consomem US$ 30 milhões por dia, enquanto a Marinha soma outros US$ 15 milhões em patrulhas no Golfo Pérsico.
O presidente Donald Trump enviou ao Congresso pedido de US$ 200 bilhões adicionais para financiar a ofensiva, segundo a Reuters e a Fox News.
O montante, que enfrenta resistência até entre republicanos, não inclui os custos de longo prazo com veteranos e reposição de munições de alta precisão, como os interceptores THAAD e SM-3.
A ex-funcionária do Pentágono Elaine McCusker, citada pelo The New York Times, alerta que o total pode ultrapassar US$ 1 trilhão quando somados benefícios futuros.
A política externa de Washington, ancorada na doutrina Trump, prioriza o uso de força para conter o Irã, mas o ritmo de gastos levanta questionamentos sobre a sustentabilidade e o real impacto na segurança regional.
O The New York Times observou que o conflito já elevou o preço da gasolina nos Estados Unidos em 27% e gerou instabilidade no fornecimento global de petróleo.
Enquanto o Pentágono queima bilhões em interceptores e porta-aviões, o debate interno em Washington ganha tom de urgência.
Senadora Elizabeth Warren afirmou após briefing reservado: “Enquanto não há dinheiro para 15 milhões de americanos que perderam o plano de saúde, há um bilhão de dólares por dia para bombardear o Irã”.
O deputado Thomas Massie reforçou o mesmo ponto no X, lembrando que cada família americana paga cerca de US$ 10 diários com o conflito.
A economia global sente o reflexo: o Estreito de Ormuz segue sob tensão, e o CSIS projeta que o custo semanal já supera US$ 8 bilhões.
A justiça social e a democracia americana, historicamente ancoradas em escolhas orçamentárias equilibradas, voltam ao centro do debate: “quanto tempo o contribuinte aceitará financiar uma guerra cujo fim parece distante?“, questiona CSIS.
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