Expansão do programa de fiança do Departamento de Estado afeta viajantes de nações em desenvolvimento e acende debate sobre acesso global à mobilidade
Washington (US) · 18 de março de 2026
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (18/mar) a expansão do programa de caução para vistos não imigrantes, obrigando cidadãos de exatamente 50 países a postarem fiança de US$ 5 mil, US$ 10 mil ou US$ 15 mil para obterem vistos B1/B2 de turismo e negócios.
A medida, que entra em vigor a partir de 2 de abril para os 12 novos incluídos, tem como objetivo declarado reduzir o número de overstays, conforme detalhado no site oficial do governo americano.
O programa, criado em 2025 como piloto e baseado na seção 221(g)(3) da Lei de Imigração e Nacionalidade, exige o pagamento via Pay.gov e devolução integral da quantia caso o viajante saia no prazo ou o pedido seja negado.
Um oficial do Departamento de Estado, citado sob anonimato pela Reuters, afirmou que “a fiança garante que visitantes cumpram os termos do visto”.
A Associated Press confirmou que os novos países somam-se a 38 já listados desde janeiro, totalizando 50.
A lista oficial, atualizada hoje no portal travel.state.gov, compreende:
Argélia, Angola, Antígua e Barbuda, Bangladesh, Benin, Butão, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, Camboja, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Etiópia, Fiji, Gabão, Gâmbia, Geórgia, Granada, Guiné, Guiné-Bissau, Quirguistão, Lesoto, Malawi, Mauritânia, Maurício, Mongólia, Moçambique, Namíbia, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Papua Nova Guiné, São Tomé e Príncipe, Senegal, Seicheles, Tadjiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Tunísia, Turcomenistão, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.
Mídias dos países afetados registraram imediata indignação. Em nações africanas como Nigéria e Etiópia, reportagens locais destacaram que a quantia equivale a milhões na moeda nacional e impede viagens de negócios, estudos e reencontros familiares.
O Africa News reporta: “Treze países, todos menos dois na África, agora estão na lista, o que torna o processo de obtenção de um visto americano inacessível para muitos“.
O Semafor, com foco em impacto africano, diz: “Novas regras de fiança para vistos dos EUA provavelmente reduzirão drasticamente as viagens para a África“. A matéria discute como a exigência de depósitos de até US$ 15 mil pode reduzir drasticamente viagens de africanos.
O Al Arabiya English, com cobertura internacional, faz menção à expansão incluindo Etiópia, Moçambique, dentre outros: “Os EUA passarão a exigir fiança de US$ 15.000 para portadores de visto de mais 12 países“.
Cobertura em Cuba e Venezuela descreveu a exigência como obstáculo adicional à mobilidade internacional. Grupos de viajantes relataram planos adiados ou redirecionados para outros destinos.
A cobertura do Miami Herald detalha reações de cubanos e venezuelanos nos EUA e na diáspora: “Viajantes de Cuba, Venezuela e outras nações agora precisam pagar uma fiança de visto americano de US$ 5 mil a US$ 15 mil. Especialistas consideram a política uma burocracia anti-imigração.”
Inclui relatos de que a medida torna o processo “inacessível para a maioria das pessoas” e parte de uma estratégia para reduzir imigração legal.
O MyNews13 diz: “Nacionais de Cuba e da Venezuela reagiram à notícia, afirmando que isso torna o processo de solicitação de visto inviável para a maioria das pessoas”. Destaca indignação por tornar aplicações “inacessíveis” e adiamentos de planos.
O Translating Cuba afirma: “Os EUA adicionam Venezuela e Cuba à lista de 25 novos países que exigem caução para pedidos de visto. O depósito pode chegar a US$ 15.000.” Menciona impacto em mobilidade e contexto político.
O Modern Diplomacy faz uma análise com menção a Venezuela e Cuba): “Os EUA ampliam a onerosa política de fiança para vistos a mais 25 países, incluindo a Venezuela.”. Discute como a inclusão agrava restrições migratórias e mobilidade.
A Reuters faz a cobertura inicial da expansão incluindo Venezuela e Cuba, com contexto de reações políticas: “Os EUA adicionam mais países, incluindo a Venezuela, à sua onerosa política de fiança para vistos”. Nota o timing após eventos políticos e barreiras adicionais.
A política, embora focada em segurança fronteiriça, reforça o debate sobre equidade no sistema migratório global.
O Departamento de Estado dos EUA mantém que a fiança é reembolsável e aplicada apenas a quem já é elegível. caução de vistos, Trump, política externa, vistos americanos, imigração, países em desenvolvimento, justiça migratória, overstays, B1/B2, Trumpismo — termos que ilustram o alcance da medida.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

