Nova diretiva do Departamento de Estado pode transformar fluxos migratórios globais e impactar milhões – entenda os detalhes por trás dessa decisão considerada estratégica pelo governo Trump
O Departamento de Estado dos EUA suspendeu indefinidamente o processamento de vistos para 75 países, incluindo Brasil, Rússia, Irã e Afeganistão, a partir de 21/jan, visando evitar encargo público. Memo obtido pela Fox News instrui negações baseadas em fatores como finanças e saúde. Reações globais incluem críticas de jornais brasileiros e russos por impactos diplomáticos. Medida alinha com leis de imigração e proclamações presidenciais recentes, afetando fluxos migratórios e comerciais.
Brasília (DF) · 14 de janeiro de 2026
O Departamento de Estado dos EUA anunciou a suspensão indefinida do processamento de vistos para cidadãos de 75 países, com efeito a partir de 21 de janeiro. A medida que ecoa políticas de imigração rigorosas da era Trump.
A diretiva, revelada por meio de um memorando interno obtido pela Fox News, instrui oficiais consulares a negar vistos sob autoridades legais existentes enquanto o departamento reavalia padrões de triagem e verificação.
O foco reside em prevenir a entrada de indivíduos que possam se tornar um “encargo público”, avaliando fatores como saúde, idade, proficiência em inglês, finanças e potencial necessidade de cuidados médicos de longo prazo.
Entre os países impactados estão Somália, Rússia, Afeganistão, Brasil, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen, além de dezenas de outros, citados pelo site, representando uma fatia significativa da população global:
Países com Restrição de Vistos
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Essa ação surge em meio a escândalos de fraude, como o envolvendo nacionais somalis em Minnesota, e abusos de programas de benefícios financiados por contribuintes, conforme destacado pela Fox News.
O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott, enfatizou: “O departamento usará sua autoridade para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um encargo público e explorariam benefícios públicos“.
A suspensão é indefinida, com exceções limitadas apenas após aprovação rigorosa quanto ao risco de encargo público.
Essa política se alinha com provisões da Lei de Imigração e Nacionalidade, expandida durante a administração Trump em 2019, embora tenha enfrentado variações e desafios judiciais em governos subsequentes.
Analistas veem nela uma intensificação de esforços para priorizar a segurança nacional e a sustentabilidade econômica, potencialmente reduzindo o influxo de imigrantes dependentes de assistência pública.
Reações internacionais não tardaram. No Brasil, o jornal Folha de S.Paulo reportou preocupações com impactos no turismo e negócios, citando diplomatas que veem a medida como “um retrocesso nas relações bilaterais“.
Já na Rússia, a agência TASS destacou declarações do Ministério das Relações Exteriores, que qualificou a suspensão como “discriminatória e provocativa“, prometendo medidas recíprocas.
No Irã, o Tehran Times ecoou críticas oficiais, rotulando-a de “hostil e islamofóbica“, enquanto no Afeganistão, o Khaama Press alertou para agravamento da crise humanitária.
No Iraque, o Baghdad Post expressou temores de isolamento diplomático; no Egito, o Al-Ahram debateu implicações para estudantes e profissionais. A Nigéria, via The Punch, lamentou o golpe em remessas econômicas; na Tailândia, o Bangkok Post previu danos ao setor de turismo; e no Iêmen, o Yemen News Agency a viu como exacerbação de conflitos regionais.
Essas perspectivas globais, unificadas em tom de repúdio, contrastam com o silêncio inicial de aliados próximos dos EUA, sugerindo uma divisão geopolítica emergente.
Especialistas em imigração, como os da Wolfsdorf Rosenthal Immigration Law Firm, observam que essa suspensão complementa proclamações presidenciais recentes, como a de dezembro/2025, que já restringia entrada de nacionais de 39 países por razões de segurança.
No entanto, o escopo ampliado para 75 nações marca uma escalada, potencialmente afetando cadeias de suprimentos, intercâmbios acadêmicos e relações comerciais.
Para solicitantes, recomenda-se monitoramento constante via site oficial do Departamento de Estado, onde atualizações serão postadas.
Essa diretiva reforça o compromisso dos EUA com vetting aprimorado, mas levanta questões sobre equidade e reciprocidade internacional.
À medida que o mundo digere as ramificações, o equilíbrio entre segurança e abertura global permanece em xeque.

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