Porta-voz da Casa Branca disse que Trump considera a liberdade de expressão importante e usará o poder econômico e militar dos EUA – SAIBA MAIS
Brasília, 09 de setembro de 2025
O governo dos Estados Unidos intensificou sua postura em relação ao Brasil, ao afirmar disposição para empregar “poder econômico e militar” em defesa da “liberdade de expressão”.
A declaração, proferida pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ocorreu durante coletiva de imprensa e foi interpretada como uma referência direta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ele e outros réus enfrentam acusações de tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.
Leavitt destacou que o presidente Donald Trump considera a “liberdade de expressão” como a questão mais importante dos nossos tempos, justificando ações prévias como tarifas de 50% sobre exportações brasileiras e sanções contra autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.
“O presidente não tem medo de usar o poderio econômico, o poderio militar dos Estados Unidos da América para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo”, afirmou ela, ao ser questionada sobre possíveis medidas adicionais caso haja condenação no processo.
No entanto, a porta-voz enfatizou que, no momento, não há nenhuma ação adicional prevista.
A embaixada dos EUA no Brasil reforçou a mensagem em redes sociais, republicando o vídeo da declaração e criticando “abusos de autoridade” que, segundo eles, minam “liberdades fundamentais”.
“Para o ministro Alexandre de Moraes e os indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado essas liberdades fundamentais – continuaremos a tomar as medidas cabíveis”, postou a representação diplomática, em um contexto de manifestações pró-Bolsonaro que exibiram bandeiras americanas no Dia da Independência brasileiro, em 7 de setembro.
Reações Oficiais Brasileiras
O governo brasileiro reagiu com veemência. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou a declaração como “totalmente inadmissível”, acusando-a de representar o “cúmulo da conspiração da família Bolsonaro contra o país”.
“Não bastam as tarifas contra nossas exportações, as sanções ilegais contra ministros do governo, do STF e suas famílias, agora ameaçam invadir o Brasil para livrar Jair Bolsonaro da cadeia”, escreveu ela em postagem nas redes sociais.
Hoffmann defendeu que as ações dos EUA protegem apenas a “liberdade de mentir, de coagir a Justiça e de tramar golpe de Estado”, crimes pelos quais o ex-presidente é julgado em devido processo legal.
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O Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, emitiu nota oficial condenando as ameaças.
“O primeiro passo para proteger a liberdade de expressão é justamente defender a democracia e respeitar a vontade popular expressa nas urnas”, afirmou o comunicado, destacando a soberania nacional e o compromisso com valores de liberdade e justiça.
O documento foi divulgado poucas horas após a fala de Leavitt, sinalizando uma resposta coordenada do Executivo.
No STF, o julgamento prossegue com votos pela condenação. Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino já se manifestaram favoravelmente à punição de Bolsonaro e outros sete réus por crimes como “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, “golpe de Estado” e “organização criminosa armada”, com penas que podem somar até 43 anos de prisão.
Moraes argumentou que a tentativa de golpe não precisa ser consumada para configurar crime, citando evidências de articulação liderada pelo ex-presidente.
O que dizem especialistas
Especialistas em relações internacionais, como o professor Carlos Frederico de Souza Coelho, da PUC-Rio, e o cientista político José Niemeyer, do Ibmec, minimizam a possibilidade de ação militar real, considerando a declaração de Leavitt como “retórica inadequada” para pressionar o Brasil, mas sem indícios de plano concreto de intervenção.
“O governo Trump está percebendo que não vai conseguir influenciar a política interna brasileira”, analisou Coelho, em entrevista ao O Globo.
Niemeyer acrescentou que a menção ao poder militar pode ser uma referência mais ampla, possivelmente à Venezuela, onde os EUA deslocaram navios sob pretexto de combate ao narcotráfico.
Nas redes sociais a repercussão é intensa, com usuários chamando a ameaça de “gravíssima e inaceitável”, e defendendo o diálogo e o respeito à soberania.
Em geral, os perfis alertam para um “risco militar ao país”, comparando à histórica pulverização de Hiroshima e Nagasaki, enquanto mídias progressistas destacam a ameaça pela Embaixada dos EUA.
Os debates desta terça-feira nas redes sociais refletem uma polarização, com mais de 900 visualizações em postagens críticas em poucas horas.
Jornalões, como a Folha de S. Paulo, questionam se Trump declararia guerra ao Brasil por Bolsonaro, apesar de Leavitt ter negado ações imediatas.
Trump já manifestou apoio ao ex-presidente, alegando “execução política”.
Analistas apontam que as sanções econômicas, como as aplicadas recentemente, visam elevar o tom geopolítico, inserindo a disputa brasileira em uma arena maior de defesa de aliados conservadores.
Essa escalada ocorre em meio a um histórico de interferências, incluindo o cancelamento de um evento militar conjunto em agosto, e postagens do governo americano reagindo a prisões anteriores de Bolsonaro.
O episódio reforça preocupações com a independência judicial e a estabilidade bilateral, sem repetição de medidas concretas além das já anunciadas.








Esse mal deve ser exterminado ele é a familia deviam ser expulso do país.pois já mostraram q são nocivos pra patria.olha q ponto chegou,ameaçam invadir o Brasil.por causa desse Bosta.
Esse fascista, desde que foi expulso do exército, viveu e vive da republica, fez todo tipo de maracutai como deputado, colocou todos os filhos na política pra ganhar fácil como ele.
Na presidência fez mais maracutaias pra ficar milionário e ficou, nesse caso não queria dispensar o baú, aí foi pra cima, tentando um golpe de estado para perpetuar no poder e continuar roubando os cidadões, mais não teve êxito, o povo tinha sofrido muito nos seus 4 anos de desgoverno, agora parte atravéz do seu filho traidor da pátria, mentindo para outro fascista pra intervir no Brasil. Cadeia pra família Bolsonaro, são uns bando de baratas.
Não a anistia.
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