“Eu ainda disse para ela: vocês se preparem, porque nós poderemos assinar durante a reunião do G20 ou, quem sabe, em uma reunião com champanhe na sede da União Europeia“, acrescentou o estadista
“Eu nunca estive tão otimista com o acordo União-Europeia Mercosul. Ontem (24/9) eu disse para a Ursula von der Leyen (presidente da Comissão Europeia) que o Brasil está pronto para assinar o acordo. Agora a responsabilidade é toda da União Europeia, não do Brasil, porque durante 20 anos jogavam a culpa nos países do Mercosul“, afirmou o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (25/9), durante uma coletiva de imprensa na sede das Nações Unidas, onde o estadista participou da 79ª Assembleia Geral.
“Eu ainda disse para ela (von der Leyen): vocês se preparem, porque nós poderemos assinar durante a reunião do G20 ou, quem sabe, em uma reunião com champanhe na sede da União Europeia“, acrescentou ainda o estadista. Lula e Ursula von der Leyen se reuniram na segunda-feira (23/9).
Lula expressou a ela seu entusiasmo sobre a conclusão do acordo comercial e manifestou preocupação com o crescimento de extremismos globais, destacando os bons índices de crescimento econômico do Brasil, como o baixo desemprego, a aprovação do arcabouço fiscal, a redução da fome e as políticas de microcrédito.
A pauta sobre energias limpas foi discutida com destaque para a importância da transição energética para combater as mudanças climáticas e proteger o meio ambiente. Lula mencionou as secas e incêndios na Amazônia e a necessidade de uma legislação rigorosa sobre queimadas.
Ele também falou sobre as enchentes no Rio Grande do Sul e von der Leyen apontou que fenômenos climáticos afetam a Europa. Ambos defenderam políticas mais efetivas e maior cooperação técnica para enfrentar desastres.
As negociações para a assinatura do acordo ainda esbarram em exigências ambientais e compras governamentais. O presidente francês, Emmanuel Macron, por exemplo, é o maior entrave ao acordo com o Mercosul.
A última rodada de negociações ocorreu em Brasília, no início de setembro, lembra o jornal. Segundo diplomatas a par das conversas, houve avanços no tema ambiental e nas compras governamentais, apontados como os maiores entraves, mas ainda não há expectativa de conclusão. O acordo é negociado há duas décadas.
