A Faixa de Gaza enfrenta uma situação catastrófica, com 1,1 milhão de pessoas sem acesso a alimentos e mortes de crianças por inanição nos hospitais locais
“Eu era gordinha e nós tínhamos muita comida. Agora nossa saúde está pobre“, afirma a um jornalista do ‘Al Jazeera‘ uma menina palestina que, apesar da fome, não deixa de esboçar um sorriso ingênuo.
Animada por estar concedendo uma entrevista, a criança diz que “costumava levar um sanduíche para a escola todo dia” e que sua “lancheira sempre estava cheia“.
Perguntada sobre que tipo de merenda ela costumava ter, a menina respondeu: “Nozes, bananas, cenouras e outras coisas“.
“E agora, o que você come?”, questionou o entrevistador, que ouviu e registrou: “Nós comemos plantas com uma colher“.
O profissional da imprensa tenta fazê-la falar, mas ante a falta de naturalidade da criança em descrever sua situação, ele pergunta quanto peso ela perdeu e ela sorri: “Muito… eu pareço um palito“
"Eu era gordinha… Minha lancheira da escola estava sempre cheia. Hoje nós comemos plantas com uma colher. Eu pareço um palito"
— FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil (@FepalB) March 21, 2024
Ouça nas palavras de uma criança palestina os horrores da fome causada por "israel" no norte de Gaza.
167 dias de genocídio palestino. pic.twitter.com/JzFTv6wTAo
A Faixa de Gaza enfrenta uma situação catastrófica, com 1,1 milhão de pessoas sem acesso a alimentos e mortes de crianças por inanição nos hospitais locais.
A ONG Socorro Islâmico da França está realizando uma operação de distribuição de alimentos durante o Ramadã, visando alimentar cerca de 100 mil pessoas na região.
Cidades do enclave em Israel são descritas como inabitáveis pela imprensa francesa, após ataques aéreos. Gaza tem quase 74% das construções reduzidas a escombros.
