Estudo de acadêmicos teve como base a agenda oficial do presidente
Veja abaixo e leia mais a seguir:
De acordo com o jornalista Felipe Mendes, da Veja, três acadêmicos se reuniram e resolveram esmiuçar o dia a dia da agenda de Jair Bolsonaro em Brasília.
Por meio do estudo “Deixa o Homem Trabalhar?”, publicado no perfil do cientista político Dalson Figueiredo em uma rede social, eles identificaram que, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022, o presidente da República trabalhou, em média, 4,8 horas por dia.
A quantidade média de sua carga de trabalho, inclusive, tem caído nos últimos tempos, diz o texto da matéria: passou de 5,6 horas em 2019 para só 3,6 horas este ano, considerando a sua agenda oficial.
Da Inglaterra, onde faz pós-doutorado pela Universidade Oxford, Figueiredo disse à revista que o levantamento não pretende apontar se Bolsonaro trabalha pouco ou muito, e sim jogar luz sobre os compromissos oficiais do presidente.
Dalson produziu o estudo em parceria com os cientistas sociais Lucas Silva e Juliano Domingues.
Veja a média de horas trabalhadas de Bolsonaro, por dia da semana:
Terças-feiras (5 horas de trabalho)
Quintas-feiras (5,3 horas de trabalho)
Sexta-feira (4,3 horas de trabalho)
Bolsonaro trabalha, em média, 18 horas semanais a menos que um trabalhador regido pela CLT e 14 horas semanais a menos do que um servidor público federal da administração direta, diz o texto.
A média de 4,8 horas só foi alcançada porque os estudiosos decidiram contabilizar o tempo de deslocamento do chefe do Executivo em viagens. Em 2019 há registros de dias em que o presidente trabalhou 12 horas. O mesmo ocorreu em 2020. Na ocasião, a carga horária máxima foi de 12,5.
Segundo o documento, todos os registros com carga horária superior a cinco horas tratam-se, na verdade, de períodos em que o presidente estava em trânsito.
