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Estudantes acordam na porta de casa general acusado de matar Rubens Paiva: “Ainda Estamos Aqui” (vídeo)

    José Antônio Nogueira Belham, um dos torturadores do deputado que acabou sendo morto pela ditadura militar, ouviu o som de dezenas de jovens lembrando-o para que isso “nunca mais aconteça” – ASSISTA E SAIBA MAIS

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    “Para que nunca se esqueça, para que nunca mais aconteça“, diz a mensagem do perfil da UNE (União Nacional dos Estudantes) na plataforma de microblog X,onde um vídeo compartilhado mostra jovens com camisetas com os dizeres “Levante Popular da Juventude” tocando tambores e entoando palavras de ordem em frente à casa de um dos torturadores do deputado assassinado na ditadura militar, Rubens Paiva.

    José Antônio Nogueira Belham, segundo o portal Memórias da Ditadura, é um general reformado, ex-chefe do DOI-Codi do 1º Exército, no Rio de Janeiro, entre novembro de 1970 e maio de 1971. Ele é acusado de ter participado das torturas e do assassinato do engenheiro civil e militante pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), o deputado Rubens Paiva.

    A denúncia foi feita no livro “A Ditadura Escancarada”, do hoje colunista da Folha de S. Paulo, Elio Gaspari. Belham também foi denunciado pela Comissão Nacional da Verdade, que disse possuir três provas de que ele estava na unidade na data da morte de Rubens Paiva.

    Em depoimento, o general afirmou estar de férias na época, e que não tem qualquer conhecimento do que se passou com Paiva nas dependências do DOI-Codi. Em maio de 2012, Belham já havia sofrido escracho por sua participação na ditadura.

    Em maio de 2014, o Ministério Público Federal denunciou oficialmente Belham e outros quatro militares pelo assassinato do ex-deputado. A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia. A decisão o tornou réu no processo por homicídio e ocultação do cadáver de Rubens Paiva em 1971, além de associação criminosa e fraude processual.

    Nesta segunda-feira (24/fev), a calçada do prédio de Belham, na Zona Sul do Rio, foi ocupada um dia depois do ataque sofrido pelo filho de sua vítima, o escritor Marcelo Rubens Paiva, que levou uma mochilada de um meliante enquanto era homenageado por um bloco carnavalesco, em São Paulo.

    A UNE disse ainda, na mensagem, que, “enquanto a extrema direita tenta reescrever a história e homenagear ditadores, nós seguimos lutando por memória, verdade e justiça“.

    ASSISTA em 2 vídeos:

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