Crise no Golfo Pérsico paralisa rota vital do petróleo, eleva custos de combustível e pressiona famílias nos Estados Unidos e na Europa, com nenhum petroleiro destinado a esses mercados atravessando a passagem estratégica
Washington (US) / Teerã (IR) · 27 de março de 2026
O líder democrata minoritário no Senado dos EUA, Chuck Schumer, criticou duramente a condução do conflito no Oriente Médio ao afirmar que “americanos já pulam refeições graças à guerra imprudente de escolha de Trump no Irã”, e que “isso é apenas mais um exemplo de como seu caos torna mais difícil pagar pela comida”.
A declaração associa o aumento dos custos de energia ao Estreito de Ormuz, rota essencial para o suprimento global de petróleo.
Desde o início de março, apenas 116 navios de carga e petroleiros atravessaram o Estreito de Ormuz, segundo dados da consultoria Kpler.
O número representa queda de cerca de 95% a 97% em comparação com os períodos de paz, quando o tráfego diário costumava girar em torno de 120 a 138 embarcações.
A maior parte dos poucos navios que conseguiram passar eram petroleiros ou graneleiros com destino principalmente para o leste, e muitos com ligações iranianas.
Fontes de monitoramento marítimo indicam que, desde o início da guerra EUA–Israel contra o Irã, nenhum navio com destino aos Estados Unidos ou à Europa logrou cruzar a passagem estratégica.
O Irã impôs restrições severas ao tráfego, permitindo apenas embarcações consideradas “não hostis” sob condições de segurança controladas por suas forças.
O resultado foi o colapso do fluxo comercial pela via que responde por cerca de um quinto do petróleo e gás natural transportados no mundo.
O senador Chuck Schumer (democrata de Nova York) utilizou a plataforma X para vincular diretamente o conflito às dificuldades econômicas domésticas.
Sua fala reforça o argumento de que decisões de política externa afetam o dia a dia de famílias americanas, especialmente em meio a relatos de alta nos preços de combustíveis e alimentos.
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, permanece no centro das tensões.
Analistas marítimos, como o editor-chefe da Lloyd’s List, Richard Meade, observaram que o tráfego atual é operado basicamente por graneleiros, petroleiros e porta-contêineres, com volume drasticamente reduzido.
A Kpler registrou que, entre 1º e 19 de março, 71 das travessias foram de petroleiros, mais da metade carregados.
Esses dados convergem com o cenário de instabilidade que elevou temporariamente os preços internacionais do petróleo acima de US$ 100 por barril em momentos iniciais do conflito, gerando preocupação com os reflexos sobre cadeias de suprimento globais e o custo de vida.
Fontes indicam que o tráfego permanece limitado, com tentativas de mediação e prazos estendidos por parte dos EUA para a reabertura plena da rota.
SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

