Em editorial “Bolsonaro atrapalha o Brasil“, jornal reconhece o prejuízo causado pelo ex-presidente, na busca por “meios de driblar a lei e a Constituição – SAIBA MAIS
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Brasília, 12 de abril de 2025
O editorial do Estadão publicado neste sábado (12/abr) aponta que Jair Bolsonaro prejudica o país ao concentrar esforços em uma campanha por “anistia” aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, em vez de contribuir para soluções diante de desafios globais e nacionais.
“Enquanto o mundo derrete em meio à escabrosa confusão criada por Trump, aliás ídolo de Bolsonaro, o ex-presidente mobiliza forças políticas para encontrar meios de driblar a lei e a Constituição”, destaca o texto, criticando a falta de propostas de Bolsonaro para questões como a crise internacional deflagrada por Donald Trump.
O artigo enfatiza que o Brasil enfrenta problemas graves, como inflação, violência, saúde pública e mudanças climáticas, que demandam prioridade. No entanto, Bolsonaro parece mais preocupado com sua própria situação jurídica, pressionando por uma “anistia ampla, geral e irrestrita” que, segundo pesquisas, não tem apoio da maioria dos brasileiros.
“O tema da ‘anistia’ não deveria nem sequer ser discutido por gente séria frente não só às turbulências globais do momento, mas a problemas brasileiros incontornáveis que afligem de fato a população”, reforça o editorial, sugerindo que o foco do ex-presidente é uma distração desnecessária.
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A mobilização de Bolsonaro inclui reuniões com figuras como o presidente da Câmara, Hugo Motta, para acelerar o projeto de anistia, mas o Estadão argumenta que isso desvia energia de questões mais relevantes.
A atuação de aliados, como o governador Tarcísio de Freitas, que chegou a pressionar deputados por assinaturas para o projeto, também é citada como exemplo de desvio de foco.
“Se as forças políticas do Brasil não se mobilizarem rapidamente para enfrentar o novo e turbulento mundo que acaba de surgir, aí, sim, os brasileiros sofreremos todos”, alerta o texto.
O editorial conclui que é hora de deixar a Justiça cuidar de Bolsonaro e seguir adiante, pois “o Brasil tem mais o que fazer”.
A mensagem é clara: o país precisa de lideranças focadas em soluções concretas, não em agendas pessoais que atrasam o progresso nacional.












