Jornal publicou editorial argumentando que “Bolsonaro quer que acreditemos que ter consultado chefes militares sobre medidas de exceção para impedir a posse de Lula é algo tão inocente e trivial quanto falar de futebol” – SAIBA MAIS
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São Paulo, 1º de abril de 2025
O influenciador digital Sérgio A J Barreto repercutiu nas redes sociais uma publicação do jornal Estadão que estaria classificando o ex-presidente Jair Bolsonaro como um “golpista criminoso”.
Em seu post, Barreto compartilhou um print de um editorial promovido pelo perfil oficial do jornal no X, onde se lê: “Bolsonaro quer que acreditemos que ter consultado chefes militares sobre medidas de exceção para impedir a posse de Lula é algo tão inocente e trivial quanto falar de futebol”.
A declaração faz parte de uma análise crítica do jornal sobre as argumentações de Bolsonaro após ele ter sido investigado e indiciado pela PF (Polícia Federal), denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e tornado réu pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), por tentativa de golpe de Estado após a vitória do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na eleição de 2022.
Mas Até O Estadão Chegou À Conclusão Que O Bolsonaro É UM GOLPISTA CRIMINOSO pic.twitter.com/pe5SIf3uZZ
— Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) April 1, 2025
Publicado nesta terça-feira (1º/abr), o editorial do Estadão diz que, “para Bolsonaro, somos um país de néscios“.
O texto aborda as investigações que apontam Bolsonaro como líder de uma trama golpista para impedir a posse do estadista, destaca que o ex-presidente teria consultado chefes das Forças Armadas sobre a possibilidade de implementar medidas de exceção, como estado de sítio ou Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com o objetivo de anular o resultado das urnas.
Segundo o jornal, tais ações não podem ser encaradas como triviais, mas sim como uma ameaça direta à democracia brasileira.
A narrativa do editorial é sustentada por depoimentos colhidos pela PF no âmbito da Operação Tempus Veritatis. Ex-comandantes militares, como Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e Carlos de Almeida Baptista Júnior (Aeronáutica), afirmaram à instituição policial que Bolsonaro apresentou uma minuta golpista em reunião no Palácio da Alvorada, em dezembro de 2022.
Apesar da recusa de parte dos militares, o jornal enfatiza que a intenção de subverter a ordem democrática é evidente. Em resposta, Bolsonaro tem negado as acusações, alegando que apenas discutiu “medidas dentro das quatro linhas da Constituição”, uma justificativa que o Estadão considera insuficiente diante das provas.
O jornal reforça que as evidências — incluindo minutas, mensagens e testemunhos — desmontam a tentativa de Bolsonaro de minimizar os fatos, comparando-os a conversas corriqueiras como “falar de futebol”.
O caso avança e o ministro Alexandre de Moraes, relator da investigação, assim como todos os membros do colegiado que julga o caso, votaram, em 26 de março, por tornar Bolsonaro réu, sinalizando uma possível condenação.
Conforme abordado no texto, a ministra Cármen Lúcia acompanhou o voto, consolidando a maioria para que o ex-presidente e sete aliados respondam por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada.
O editorial conclui que a democracia brasileira depende da responsabilização dos envolvidos.










