Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Estadão aborda ‘final de mandato’ do ‘oportunista’, ‘reacionário’ e com ‘inclinação para o autoritarismo’

    “É preciso resgatar o verdadeiro conservadorismo, desvinculando-o urgentemente de Bolsonaro, líder desse simulacro mambembe”, diz o texto

    O editorial do Estado de S. Paulo, publicado na madrugada deste domingo (31/7), reconhece que Bolsonaro está em “final de mandato“, ante a iminente vitória de LULA, que pode acontecer já no primeiro turno da eleição presidencial, conforme apontam todas as pesquisas de intenções de voto, e afirma que o presidente é um “oportunista reacionário com inclinação para o autoritarismo“.

    “… se houve quem comprasse de boa-fé a falácia de Bolsonaro em 2018, agora, ao final de seu mandato, já não há mais qualquer dúvida de que o presidente não é liberal nem, muito menos, conservador. Bolsonaro é apenas um oportunista reacionário com evidente inclinação para o autoritarismo“, diz o texto no jornal

    A fim de evitar que os verdadeiros conservadores caiam novamente na armadilha que o agora incumbente tenta rearmar, é preciso relembrar quais são, de fato, as ideias e os valores que o conservadorismo encerra e por que alguém como Jair Bolsonaro é a sua perfeita negação“.

    “… ser conservador é curvar-se ao império das leis e ao Estado Democrático de Direito, é defender a estabilidade e a independência de instituições democráticas, é rejeitar governantes que incentivam a cizânia e a violência. Ora, isso é tudo o que Jair Bolsonaro, definitivamente, não representa. A desordem que ele instila vai na direção contrária do conservadorismo. Bolsonaro personifica o caos“, prossegue o editorial.

    Por isso, é preciso que os conservadores brasileiros rejeitem o bolsonarismo como representante de seus valores. É preciso resgatar o verdadeiro conservadorismo, desvinculando-o urgentemente de Bolsonaro, líder desse simulacro mambembe de conservadorismo que, como toda farsa, faz o oposto do que apregoa – em vez de respeito pelas instituições democráticas, golpismo; em vez de reverência às leis e à Constituição, valorização de delinquentes; em vez de ordem, confusão”.

    Nos Estados Unidos, a deputada Liz Cheney teve coragem de liderar a luta para resgatar o Partido Republicano das garras de Trump. Aqui não temos um partido conservador nos moldes do Republicano, mas certamente há um conservadorismo a ser defendido da razia bolsonarista. Se os conservadores de verdade não querem ser confundidos com Bolsonaro e seu conservadorismo de fancaria, é hora de se manifestarem”, pontua o jornal.

    O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) afirmou em rede social que o Estadão demorou mais de 30 anos para perceber que Bolsonaro é um reacionário oportunista e que entender a realidade não é o forte da família Mesquita – que fundou e controla o Grupo Estado, ou Grupo Estadão, ou ainda Grupo OESP.

    Apoiaram o Golpe de 1964, o Golpe de 2016 e trataram Bolsonaro como algo aceitável“, disse o parlamentar.

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading