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Está em jogo uma campanha para disseminar desde já descrença nas eleições da Venezuela, diz ex-Folha

    Segundo o colunista do ‘Brasil247‘, Mario Vitor Santos, “qualquer país que decide defender a própria soberania sobre suas riquezas naturais transforma-se em alvo do império, que busca confundir até mesmo os aliados mais atentos

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    O ex-ombudsman da ‘Folha de S. Paulo‘ e do portal ‘iG‘, atual colunista do portal progressista de notícias ‘Brasil247‘, Mario Vitor Santos, afirmou que Corina Yoris, ex-candidata à presidência da Venezuela que se fazia oposição a Nicolás Maduro, não foi impedida de concorrer nas eleições.

    Ele explicou que o partido dela não era elegível e que a ‘Coalizão Plataforma Unitaria de Oposição‘, que poderia tê-la indicado, escolheu nomear Gonzalez Urrutia em seu lugar.

    Segundo texto no portal, essa decisão foi tomada pela oposição, e não pelo judiciário ou pelo governo, e informou ainda que a oposição participará das eleições com candidatos que eram elegíveis por lei.

    Segundo Vitor Santos, até a própria Plataforma não contesta isso, diz, acrescentando que tudo foi uma encenação com Corina Yoris, de um partido inelegível, para criar manchetes sobre Maduro violando o Acordo de Barbados.

    Em 2023, governo e oposição da Venezuela se tornaram signatários de um documento assinado em Barbados, em que se comprometeram à ‘Promoção dos Direitos Políticos e Garantias Eleitorais e para Garantia dos Interesses Vitais da Nação‘, em 17 de outubro

    Ainda segundo o colunista do ‘247‘, todos os candidatos da oposição que cumpram os requisitos legais estão registrados e participarão das eleições. Essa situação levantou preocupações sobre se o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estava ciente desses detalhes e mesmo assim escolheu criticar o processo eleitoral venezuelano.

    Por conta disso, o Assessor Especial da Presidência da República, Celso Amorim, terá, nos próximos dias, uma reunião com o embaixador da Venezuela no Brasil, Manuel Vadell, para tratar das eleições venezuelanas, marcadas para o dia 28 de julho.

    Segundo o ‘g1‘, a embaixada da Venezuela ligou para o Palácio do Planalto na quarta-feira (27/3) para expressar o desejo de reunião, após, no mesmo dia, o governo brasileiro emitir nota afirmando que acompanhava com “preocupação” a impossibilidade do registro da candidatura de Corina Yoris.

    Na quinta-feira (28/3), Lula, que expressa a Maduro a mesma diplomacia direcionada a qualquer outro líder de Estado, classificou a situação no país como “grave“, mas disse que não ocorreu proibição.

    Ela não foi proibida pela Justiça. Me parece que ela se dirigiu até o lugar e tentou usar o computador, o local, e não conseguiu entrar. Então foi uma coisa que causou prejuízo a uma candidata“, disse.

    Em resposta à declaração de Lula, os venezuelanos afirmaram que o posicionamento brasileiro era intervencionista, “nebuloso e parece ter sido ditado pelo ‘Departamento de Estado dos Estados Unidos‘”.

    Mas, segundo o ex-ombudsman de um dos principais jornais do Brasil, Mario Vitor Santos, “qualquer país que decide defender a própria soberania sobre suas riquezas naturais transforma-se em alvo do império, que busca confundir até mesmo os aliados mais atentos

    Para ele, “está em jogo uma campanha para disseminar desde já descrença nas eleições. Este filme não é novo“.

    Leia no ‘Brasil 247

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