“Do alto de sua arrogância”, o presidente do BC “exige um choque fiscal para baixar os juros”, diz a parlamentar sobre fala em defesa da adoção de medidas fiscais pelo governo, sob o argumento de que é difícil atingir a meta de inflação quando há uma desancoragem das expectativas para as contas públicas
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“Do alto de sua arrogância, Campos Neto exige um choque fiscal para baixar os juros. Essa gente não quer equilíbrio nas contas nem prosperidade na economia. Querem que o governo e o país parem de investir na infraestrutura, na produção, nos serviços públicos e programas sociais que atendem a imensa maioria da população”, afirmou, na tarde desta terça-feira (22/10), a deputada federal pelo paraná e Presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na segunda-feira (21/10) que a adoção de medidas fiscais pelo governo é importante para que a autoridade monetária consiga baixar juros, destacando que é difícil atingir a meta de inflação quando há uma desancoragem das expectativas para as contas públicas.
Ele destacou a importância de medidas fiscais para que a autoridade monetária possa reduzir juros e atingir a meta de inflação, mencionando preocupações sobre a transparência das contas públicas e reafirmou que a percepção de um choque fiscal pode ter um efeito positivo nos mercados, além de comentar sobre a expectativa de reformas administrativas após as eleições.
Campos Neto disse que a inflação no Brasil estagnou, apesar do processo de convergência para a meta, e que o BC está atento aos dados de preços. Além disso, ele mencionou a reinicialização do ciclo de alta da taxa Selic e expressou preocupação com números do mercado de trabalho que, embora positivos, ainda não se conectam diretamente aos preços.
“Liberalismo selvagem é isso aí: o povo é detalhe“, concluiu Gleisi.
Do alto de sua arrogância, Campos Neto exige um choque fiscal para baixar os juros. Essa gente não quer equilíbrio nas contas nem prosperidade na economia. Querem que o governo e o país parem de investir na infraestrutura, na produção, nos serviços públicos e programas sociais…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) October 22, 2024
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