Nativos de Luanda e região garantem que a imagem sobre as águas do Oceano Atlântico é a alma do kudurista Mano Chaba, vítima fatal de afogamento, na última terça-feira (21/jan) – ASSISTA E SAIBA MAIS
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Um vídeo nas redes sociais mostra o que parece ser um homem andando sobre o mar em Angola. As imagens circulam nas plataformas, neste sábado (25/jan).
Segundo os nativos da capital Luanda e locais próximos, trata-se do espírito do kudurista angolano de 19 anos Mano Chaba, que se afogou no local, na terça-feira (21/jan).
O jornal angolano O País publicou que Chaba faleceu na Ilha de Luanda (Ilha do Cabo), uma faixa de terra no litoral em Angola, com 7 km de comprimento, na Baía de Luanda, no Oceano Atlântico.
Antes de morrer, o kudurista fez uma live em que pedia a seu público para ensiná-lo a nadar, pois ele não sabia: “Alguém pode vir me ensinar? Agora?“, diz nas imagens a seguir:
O artista nasceu na miséria, no bairro Paraíso, no município de Cacuaco, na região metropolitana de Luanda. O território ficou famoso pela criminalidade, especialmente pelas batalhas campais letais de bandos de jovens.
Antes de morrer, Mano Chaba fez uma live de vários minutos durante o alegado momento de “lazer” na Ilha de Luanda. No vídeo completo, ele é visto com amigos e um vendedor de “bolinhos“, que o artista promete ajudar.
Ele é filmado por duas vezes correndo em direção ao mar, mas não entra na água. Foi neste dia, segundo informações, que Mano Chaba se afogou e conheceu a morte. Relatos dizem que tentaram socorrê-lo, mas sem sucesso.
O kudurista passou a ser uma das figuras de destaque no panorama musical do estilo Kuduro por conta dos sucessos locais “sonho” e “regra do jogo“.
Assista a uma das músicas a seguir e leia mais depois:
O Kuduro é uma mistura do hip hop americano, do tecno house, do zouk congolês e do zemba angolano. Assim como o hip hop, o kuduro surgiu da necessidade de “gritar para serem ouvidos, de mostrar que longe do centro existiam jovens que tinham música, dança, linguagem e códigos próprios“, afirma o músico angolano Paulo Flores, no documentário “Kuduro, fogo no Musseke”.
Segundo Simone Conceição, em seu artigo Movimento Kudurista: uma nova linguagem na expressão cultural urbana de Angola, é em meio a todos os conflitos que surgiu o hip hop. O novo estilo buscava, ao mesmo tempo erguer a moral dos jovens e abrir os olhos da população.
“Cantando para despertar a própria consciência, as periferias estadunidenses criaram uma dinâmica de produção de expressões culturais cuja principal característica era serem vozes que abordavam um cotidiano empobrecido comum à maior parte dos afrodescendentes”.
Já Luanda, vinte anos depois do surgimento do hip hop e de sua expansão pelo mundo, passava por um importante momento histórico, de um lado, um forte crescimento econômico devido à produção de petróleo, e, de outro, a má distribuição de renda, a superpopulação e a falta de condições melhores para o seu povo. Para Simone, estudar o Kuduro é importante para conhecer essa Angola.
“É acessar o que o angolano do segmento popular tem a dizer sobre uma história nacional em (re) construção. É perceber o quanto o cotidiano dessa periferia tem a dizer sobre a ideia de progresso na economia global e desigual”.
Tony Amado, dançarino de diversos estilos angolanos, como semba, sungura, kilapanga, tecno americano, inspirado num passo do belga Jean-Claude Van Dame, no filme Kickbox (O desafio do Dragão), criou a “danza” a qual intitula Kuduro.
Os Kuduristas começaram sua produção independentemente das grandes gravadoras. Nos estúdios improvisados e com poucos equipamentos, os CD’s eram gravados e levados pelos candogueiros para tocar na cidade e, se o povo gostasse, virava hit. Na fé, clipes foram lançados no YouTube e no MySpace.
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