O Departamento de Justiça dos EUA liberou nesta sexta-feira (30) mais de três milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens em cumprimento a uma lei aprovada pelo Congresso obrigando a revelação integral dos arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein
Brasília (DF) · 30 de janeiro de 2026
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (30/jan) a liberação final de documentos relacionados ao falecido financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Essa tranche derradeira, composta por mais de três milhões de páginas, 2.000 vídeos e 180.000 imagens, surge em cumprimento a uma lei aprovada pelo Congresso em novembro de 2025, que obrigava a revelação integral dos arquivos investigativos, segundo a Reuters.
O vice-procurador-geral Todd Blanche enfatizou durante coletiva de imprensa que o material inclui redações extensas para proteger identidades de vítimas e investigações em andamento, marcando o fim das liberações planejadas pela administração Trump.
Entre os elementos mais controversos, os arquivos trazem centenas de menções ao presidente Donald Trump, amigo de Epstein nos anos 1990 e início dos 2000, antes de um rompimento público.
Registros de voos confirmam que Trump viajou no jato particular de Epstein pelo menos oito vezes entre 1993 e 1996, incluindo rotas domésticas entre Nova Jersey, Palm Beach e Washington, D.C..
Em quatro dessas ocasiões, Ghislaine Maxwell – cúmplice condenada de Epstein – também estava a bordo, segundo a NPR.
Um e-mail de 2020 de um procurador federal não identificado destaca que essas viagens excedem relatos prévios, com uma delas envolvendo apenas Trump, Epstein e uma jovem de 20 anos cujo nome foi censurado.
Uma alegação particularmente chocante, registrada em um documento de dicas ao FBI, descreve uma denúncia anônima de uma mulher alegando que sua amiga, então com cerca de 13 ou 14 anos, foi forçada a realizar sexo oral em Trump há aproximadamente 35 anos, em Nova Jersey.
Segundo o relato não corroborado, a menina mordeu Trump durante o ato, riu do incidente e foi supostamente agredida no rosto em retaliação. A mesma vítima teria sofrido abusos por Epstein.
Conforme a New Republic, esse documento foi brevemente removido do site do DOJ horas após a publicação, exibindo um erro de “página não encontrada“, antes de ser republicado com indícios de censura parcial.
O Departamento de Justiça rotulou tais alegações como “infundadas e falsas”, alertando que se tratam de dicas sensacionalistas submetidas ao FBI em agosto de 2025, durante o auge de campanhas eleitorais, e que carecem de credibilidade investigativa, conforme Reuters.
Outras narrativas emergem, como um encontro nos anos 1990 no resort Mar-a-Lago, em Flórida, onde Epstein supostamente apresentou uma menina de 14 anos a Trump, cutucando-o de forma brincalhona e questionando: “Essa é boa, né?”. Trump sorriu e assentiu, conforme descrito em uma ação judicial de 2020 contra o espólio de Epstein e Maxwell, disse a NPR.
Ademais, os arquivos revivem uma ação de 2016 movida por uma mulher sob o pseudônimo Katie Johnson ou Jane Doe, alegando estupro por Trump e Epstein quando ela tinha 13 anos, em festas sexuais na residência de Epstein em Manhattan, em 1994. O caso foi arquivado sem prosseguimento.
A Yahoo News menciona Trump presente em supostas “festas de garotas de calendário” em Mar-a-Lago, onde crianças teriam sido leiloadas e examinadas, com participação de familiares como Elon Musk, Donald Trump Jr., Ivanka Trump e Eric Trump.
Há ainda relatos de um anel de tráfico sexual em um campo de golfe de Trump em Rancho Palos Verdes, Califórnia, entre 1995 e 1996, envolvendo Maxwell como intermediária, reporta a Yahoo News.
Uma acusação extrema descreve uma menina de 13 anos grávida em 1984, forçada a atos sexuais pagos por Trump, que estaria presente quando seu tio matou o recém-nascido.
O Departamento de Justiça reitera que nenhuma dessas alegações implica em irregularidades por parte de Trump, que nega veementemente qualquer conhecimento dos crimes de Epstein.
Investigadores observaram que vários denunciantes foram considerados não críveis, e os arquivos incluem e-mails inofensivos, como um de Melania Trump elogiando um artigo sobre Epstein em 2002, diz a Reuters.
Essa liberação, prometida por Trump durante sua campanha de 2024, mas resistida inicialmente, expõe as complexas interseções entre poder, finanças e escândalos, ecoando investigações que remontam à condenação de Epstein em 2008 por solicitação de prostituição de menor em Flórida.
Nenhum dos principais jornais tradicionais dos Estados Unidos, como The New York Times, The Washington Post, CNN, Reuters, AP News, NBC News, ABC News ou Fox News, publicou reportagem confirmando ou detalhando diretamente a alegação específica de que Donald Trump teria forçado uma menina de 13 anos a realizar sexo oral nos arquivos finais liberados pelo Departamento de Justiça nesta sexta-feira (30/jan).
A menção a essa alegação específica — envolvendo essa garota de aproximadamente 13-14 anos forçada a praticar sexo oral em Trump há cerca de 35 anos em Nova Jersey, com detalhes como a suposta mordida e agressão subsequente — aparece em fontes como o The New Republic, que destacou o documento de ‘tips’ do FBI brevemente removido e republicado pelo DOJ.
O documento de ‘tips’ do FBI refere-se às diretrizes e à plataforma para o público enviar informações sobre crimes federais e ameaças à segurança nacional. Os cidadãos podem enviar dicas de forma anônima através de formulário online, telefone ou escritórios de campo, fornecendo detalhes concretos sobre atividades suspeitas. Informações adicionais estão disponíveis no site do FBI.
A publicação do jornal descreve o tip anônimo como “[Informação omitida] relatou que uma amiga, não identificada, foi forçada a praticar sexo oral no presidente Trump há aproximadamente 35 anos em Nova Jersey. A amiga contou a Alexis que tinha entre 13 e 14 anos quando isso aconteceu e que supostamente mordeu o presidente Trump enquanto praticava sexo oral. A amiga teria sido agredida no rosto depois de rir de ter mordido o presidente Trump.”
O Yahoo News fez uma cobertura agregando o mesmo documento, mencionando a acusação de forçar uma menina de 13-14 anos a realizar sexo oral, com o detalhe da mordida. O The Daily Beast relata o tip do FBI com os mesmos elementos, incluindo a idade aproximada de 13-14 anos e o ato forçado de sexo oral, enquanto o TMZ cobre o mesmo documento, afirmando que uma garota menor alega ter sido forçada a realizar sexo oral em Trump.
O Departamento de Justiça classificou explicitamente essas dicas como “infundadas e falsas”, sem corroboração investigativa, e enfatizou que se tratam de relatos anônimos enviados ao FBI em 2025, sem evidências ou prosseguimento criminal.
Nenhum grande veículo de imprensa americano mainstream adotou a alegação como fato verificado ou central em suas coberturas principais sobre a liberação desta sexta-feira (30/jan); elas focam mais em voos, contatos antigos, e-mails inofensivos e a ausência de acusações formais contra Trump.
A alegação específica de sexo oral com adolescente de 13 anos surge apenas em veículos como The New Republic, Yahoo News, The Daily Beast e TMZ (todos dos EUA), baseados no mesmo tip não corroborado do DOJ.

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