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Criminoso sexual citou Bolsonaro em conversa com Steve Bannon, mostram arquivos liberados pelo DOJ

    Em outra troca de mensagem, Jeffrey Epstein aconselhou Bannon antes de um encontro com Noem Chomsky, alertando que a “a esposa dele é brasileira, então vá com calma ao falar de Bolsonaro. Eles [o casal Chomsky] são amigos do Lula”.

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    Jeffrey Epstein
    Jeffrey Epstein, Jair Bolsonaro e Steve Bannon

    RESUMO
     
     


    Brasília (DF) · 31 de janeiro de 2026

    Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA trouxeram à tona uma troca de mensagens entre o financista condenado Jeffrey Epstein e o estrategista político Steve Bannon, datada de setembro de 2018, destacando o interesse de ambos pela ascensão de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil.

    Essas revelações, parte de um vasto conjunto de mais de 20 mil páginas de e-mails e textos, ilustram a extensão da rede de Epstein, que persistiu mesmo após sua condenação por crimes sexuais em 2008.

    De acordo com análise detalhada nos arquivos, Epstein inicia o diálogo mencionando uma ligação inusitada: “Chomsky called me with Lula. From prison. What a world”. Aqui, ele se refere ao linguista Noam Chomsky e ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que na época cumpria pena em Curitiba por acusações de corrupção – sentença posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil.

    Bannon, ex-conselheiro de Donald Trump, responde com otimismo sobre o então candidato Bolsonaro: “Tell him my guy is going to win in the first round”. Epstein rebate com um elogio, apesar de um erro de grafia: “Bolsonara the real deal”, ao que Bannon reforça: “Bolsonaro is the REAL deal”.

    Captura de tela de uma conversa digital com mensagens sobre política brasileira, incluindo menções a Lula e Bolsonaro.


    Esses intercâmbios, reportados pela BBC em sua edição em português, mas baseados em documentos analisados por fontes americanas, revelam como Epstein posicionava-se como ponte entre figuras ideologicamente opostas.

    Em outra troca, Epstein aconselha Bannon antes de um encontro com Chomsky, alertando: “A esposa dele é brasileira, então vá com calma ao falar de Bolsonaro. Eles [o casal Chomsky] são amigos do Lula”.

    Ele ainda sugere que Bannon enfatize temas como corte de impostos e críticas à saúde pública para conquistar o acadêmico, descrevendo Lula como o “prisioneiro político mais importante do mundo”.

    Fontes americanas, como o NPR, destacam que Epstein ofereceu conselhos a Bannon sobre a construção de movimentos de direita no exterior, incluindo na Europa, em 2018. Já o The New Yorker, em reportagem de 17 de novembro, detalha e-mails de Epstein citando tempo passado com “SB” – presumidamente Bannon – discutindo a durabilidade de Trump no poder.

    O New York Magazine, atualizado em 19 de dezembro, confirma correspondências entre os dois de 2018 a 2019, sem implicar crimes, mas ilustrando laços persistentes. Outras publicações, como o Washington Post, via KTAR.com, enfatizam a diversidade da rede de Epstein, abrangendo de Chomsky a Bannon, sem evidências de envolvimento dos contatos em suas atividades criminosas.

    O Economic Times, em 14 de novembro, nota que Epstein aconselhou Bannon durante sua turnê europeia, subestimada pela mídia alemã. Embora os documentos não apontem envolvimento direto de líderes brasileiros nos crimes de Epstein, eles expõem seu fascínio pela política global.

    Em um e-mail exclusivo reportado pelo BBC, Chomsky e Epstein discutem Lula como vítima de perseguição, ecoando debates sobre lawfare na América Latina. O link compartilhado por Epstein para uma matéria do The New York Times sobre Rod Rosenstein confirma a data da conversa, alinhando-se ao contexto eleitoral brasileiro de 2018.

    Essas liberações, impulsionadas por uma resolução bipartidária no Congresso dos EUA e aprovadas por Trump após relutância inicial, somam mais de 3 milhões de páginas até janeiro de 2026, conforme o BBC News de 19 de novembro. Elas reforçam a persistência de Epstein em cultivar influência, mesmo confinado.

    O Front Page: Headline History registra que o Departamento de Justiça planeja mais divulgações, potencialmente incluindo fotos e e-mails adicionais.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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