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Entregador se recusa a subir em prédio, retorna com pedido, é seguido e baleado por cliente policial (vídeo)

    Entregador do ‘iFood‘ aparece em dois vídeos: no primeiro discutindo com o homem e, no segundo, ensanguentado caído na calçada – Caso ocorreu na Vila Valqueire (Rio) – ASSISTA

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    Atualizado às 11h30

    De acordo com as imagens compartilhadas por perfis na rede social ‘X‘, entregadores de aplicativo da Vila Valqueire, no Rio de Janeiro, estão revoltados porque um colega foi baleado trabalhando.

    O ciclista da ‘iFood‘ aparece na cena, caído no chão e aparentemente ainda com vida, após disparo com arma de fogo feita pelo cliente, que pediu que o entregador subisse, mas, ao recusar, o homem, desceu armado para receber seu pedido, que já havia retornado para a loja.

    Uma ambulância também é vista nas imagens. Vários motoqueiros e ciclistas portando suas sacolas de carga também podem ser vistos, aparentemente demonstrando indignação e revolta, enquanto a pessoa que registra a cena diz: “olha a merda formada!

    O vídeo compartilhado contém uma tarja em que se lê “Revolta dos entregadores amanha (sic), rua das rosas bgl vai ficar doido lkk

    De acordo com o ‘g1‘, Nilton Ramon de Oliveira, de 24 anos, foi atingido na coxa e foi operado, mas estava internado em estado grave no CTI do Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na manhã desta terça (5/3).

    O autor do disparo, segundo o texto, foi o cabo Roy Martins Cavalcanti, se apresentou na 30ª DP (Marechal Hermes). A Corregedoria da PM abriu um procedimento para apurar o fato. O militar disse que atirou em legítima defesa depois de Nilton tentar pegar sua arma.

    O entregador Nilton Ramon de Oliveira (E) e o PM Roy Martins Cavalcanti — Foto: Reprodução/TV Globo

    O entregador Nilton Ramon de Oliveira (E) e o PM Roy Martins Cavalcanti — Foto: Reprodução/TV Globo

    Roy fez um pedido no ‘Porto do Sabor da Praça Saiqui‘, em Vila Valqueire, e Nilton foi atender de bicicleta. No portão do endereço, uma rua gradeada, o PM exigiu que o entregador levasse o lanche até a casa. Nilton explicou que não era obrigado a subir, e os dois começaram a discutir por mensagens no aplicativo.

    Diante da recusa do PM em encontrá-lo, Nilton acionou o protocolo de devolução na plataforma e voltou para a loja. Roy, no entanto, o seguiu. Na Praça Saiqui, os dois começaram uma discussão, e Nilton passou a gravar o episódio.

    Tá metendo a mão na cintura por quê??”, perguntou Roy. “Tô armado não, filho. Sou trabalhador, filho”, respondeu Nilton.

    A arma do PM aparece na gravação. “Tô sendo ameaçado aqui, ó!”, narrou o entregador. “Ameaçado é o caralho! Seja educado!”, gritou Roy.

    O também entregador Yuri Oliveira disse que tentou, com outros colegas, apartar a briga. “Mas a confusão se estendeu, o policial sacou a arma em direção a ele e acabou atirando nele”, declarou.


    O momento do disparo não foi registrado no vídeo. O atendente Jeferson Coimbra viu quando o PM atirou. “Ele chegou a prestar um primeiro socorro para ele, entrou no carro e foi embora, falando que era polícia”, disse. “Um moleque trabalhador, honesto, e um cara vai e faz isso. É desumano”, emendou.

    Depois do episódio, amigos de profissão protestaram em frente ao condomínio onde a briga começou.

    Entregadores protestam em frente à casa do cabo Roy — Foto: Reprodução/TV Globo

    Entregadores protestam em frente à casa do cabo Roy — Foto: Reprodução/TV Globo

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