Na África do Sul, ministra Nísia apresentou aos países membros dos BRICS programas resgatados da destruição de Bolsonaro, como o SUS, o Mais Médicos e agentes comunitários do Saúde da Família
Enquanto o mundo se choca com as imagens de uma mulher idosa, largada na calçada por seguranças do Hospital Universitário da cidade de Louisville, no Estado americano de Kentucky, por não poder pagar as despesas para tratamento, o Brasil dá exemplo de um sistema de Saúde que tem como foco toda a população brasileira, sem distinção.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade esteve na África do Sul para apresentar os programas brasileiros do setor.
Vídeos nas redes sociais viralizaram por mostrar a idosa ainda com a roupa do hospital e chinelos, respirando com dificuldade, sob temperatura de 0 grau, apenas com um cobertor sobre a cabeça, que foi deixada ali porque era pobre e ocupava um leito e dava despesas que não seriam quitadas.
Os pertences da senhora foram jogados ao seu lado, dentro de uma sacola.
Moradores da cidade denunciaram outros casos aos jornalistas da emissora Wave, afiliada da NBC, como mostrou, na sexta-feira (4/8), o jornal ‘O Globo‘.
No país da América do Norte, não há um sistema de saúde público universal, mas uma combinação de planos de saúde privados e programas governamentais, como Medicare e Medicaid, que oferecem cobertura para certos grupos de pessoas.
Lá, a saúde é entendida como responsabilidade individual, ou seja, há um consenso de que cada um deve arcar com suas próprias despesas, cabendo ao Estado o papel de apenas regulador.
Diferentemente, temos, no Brasil, uma Saúde que é um direto de todos e, principalmente, é um dever do Estado.
Enquanto o vídeo da idosa pobre na calçada viralizava nas redes sociais, Nísia Trindade se encontrava em Durban, uma cidade costeira na província de KwaZulu-Natal, situada no leste da África do Sul.
“Tivemos uma excelente reunião com o ministro da Saúde da África do Sul, Joe Phaahla. Abordamos temas estratégicos para nossos países, como o enfrentamento do HIV, Aids, Tuberculose, a atenção primária, produção de vacinas e vigilância genômica“, informou a gestora da Saúde brasileira, da gestão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu perfil no ‘Twitter‘.
Como explicou a Ministra da Saúde, “a África do Sul está promovendo reformas para a implementação de um sistema de saúde universal, e tem privilegiado a saúde comunitária“.
Nísia informou ainda que a equipe apresentou a experiência brasileira “com o ‘SUS‘, o ‘Mais Médicos‘ e a atuação de agentes comunitários nas equipes de ‘Saúde da Família‘”.
“O encontro aconteceu após a reunião dos Ministérios da Saúde dos BRICS“, como também foi informado por Nísia Trindade.
“Ficamos felizes com mais esse passo para aproximar nossos países e caminharmos juntos para efetivar o acesso de nossas populações à saúde“, pontuou a Ministra da Saúde.
Neste domingo, Nísia ainda se manifestou publicamente sobre o ‘Dia Nacional da Saúde‘, que foi comemorado no sábado (5/8), por ser a data em que “também se celebra o nascimento de Oswaldo Cruz, grande sanitarista brasileiro“, afirmou.
A ministra foi presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entre 2017 e 2022. A instituição nacional de pesquisa e desenvolvimento em ciências biológicas foi criada em 1900 pelo médico sanitarista.
“Retomamos seu legado de defesa da ciência e da saúde nesses sete meses de reconstrução do país e do Ministério da Saúde“, disse Nísia, referindo-se à destruição do setor pelo governo Bolsonaro.
“Agradeço a todos os profissionais da saúde, que tornam possíveis nossas políticas e nos ajudam a cuidar das pessoas e salvar vidas“, acrescentou.
“No governo do presidente Lula, vamos seguir avançando para fazer um SUS mais forte a serviço de nossa população“, prometeu a Ministra.
